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Estado do sudeste lidera número de trabalhadores resgatados em situação de escravidão em 2023

Operação resgatou 532 trabalhadores que estavam vivendo em condições análogas à escravidão em todo o país. Estado do sudeste se destaca com maior concentração de resgatados

Operação foi realizada em 22 estados e no Distrito Federal, envolvendo mais de 70 equipes
Operação foi realizada em 22 estados e no Distrito Federal, envolvendo mais de 70 equipes - Agência Brasil
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 05/09/2023, às 20h05

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Uma iniciativa conjunta envolvendo seis órgãos governamentais no Brasil, resultou no resgate de 532 trabalhadores que estavam vivendo em condições análogas à escravidão em todo o país. Os estados mais afetados foram Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Piauí e Maranhão, onde as atividades rurais, como o cultivo de café, alho, batata e cebola, registraram os maiores números de vítimas.

Nas áreas urbanas, restaurantes, oficinas de costura, construção civil e trabalho doméstico foram os locais com mais resgates. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que o objetivo da operação é sensibilizar a sociedade e o empresariado brasileiro sobre a questão dos direitos trabalhistas.

Ele enfatizou: “não é possível que a gente continue tendo empresas, instituições e pessoas físicas que coloquem os seres humanos sujeitos ao trabalho análogo à escravidão. É uma agressão aos direitos humanos, é inaceitável e precisamos dar um basta nisso". 

Comparado ao ano anterior, houve um aumento de 57,8% no número de trabalhadores resgatados, sinalizando uma retomada nas fiscalizações após anos de pressão para reduzi-las.

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Operação foi realizada em 22 estados e no Distrito Federal, envolvendo mais de 70 equipes

No primeiro semestre de 2023, foram realizados 2.077 resgates, resultando em R$ 3 milhões em verbas rescisórias e aproximadamente R$ 2 milhões em danos morais coletivos pagos. O valor total deve aumentar, pois muitos pagamentos continuam em negociação ou serão tratados judicialmente com os empregadores.

Marinho apontou a reforma trabalhista e a terceirização como fatores contribuintes para o trabalho escravo no Brasil. Ele enfatizou a importância de fortalecer sindicatos e acordos coletivos como ferramentas para eliminar essa situação.

A Operação Resgate III também revelou casos alarmantes, incluindo 26 crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil, seis dos quais também estavam em condições análogas à escravidão. Entre as vítimas, estava uma idosa de 90 anos que trabalhou por 16 anos sem carteira assinada em uma residência no Rio de Janeiro.

Apenas em uma colheita de alho em Rio Paranaíba (MG), 97 trabalhadores foram resgatados, incluindo seis adolescentes, um deles grávida. As condições de trabalho eram precárias, sem carteira assinada, equipamentos de proteção, banheiros adequados ou local para refeições.

A Operação Resgate III foi realizada em 22 estados e no Distrito Federal, envolvendo mais de 70 equipes de fiscalização e 22 inspeções. 

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