Ex-presidente do IBGE defende auditoria e, dependendo do resultado, a necessidade de realizar uma nova pesquisa. Diretor do ínstituto rebateu críticas ao Censo 2022; confira
A divulgação de dados preliminares do Censo 2022 foi considerada pelo ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, como uma “tragédia absoluta”. Em entrevista à Folha de SP, ele defende auditoria e, dependendo do resultado, a necessidade de realizar uma nova pesquisa.
"Por que tem que auditar? Porque esses dados não são confiáveis. Teve todos esses problemas, e uma coleta de seis meses é tudo que a demografia reclama. Não pode ser assim", disse. O Censo 2022 foi iniciado no dia 1º de agosto de 2022 e ainda não há previsão de término do levantamento. Essa demora iniciou um movimento de desconfiança das autoridades sobre a qualidade da pesquisa.
Ainda na entrevista, Olinto disse que o Censo costumava ser realizado em dois meses. “Tem só metade dos recenseadores. O IBGE pedindo para a prefeitura do Rio de Janeiro botar agente municipal de saúde para coletar Censo. O cara não foi treinado, ele não sabe o que está fazendo. Tragédia absoluta”, ressalta.
Com a divulgação dos dados preliminares do censo no fim do ano passado para que houvesse o repasse de recursos do Tribunal de Contas da União (TCU) para o Fundo de Participação dos Municípios, várias cidades tiveram redução de habitantes, o que fez algumas prefeituras judicializarem os dados por desconfiança.
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Na segunda-feira (23), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu uma liminar restabelecendo a divisão anterior dos recursos para que as prefeituras não fossem prejudicadas pelos dados preliminares.
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Em nota divulgada na terça-feira (24) o IBGE disse que a condução da pesquisa está sendo realizada de forma transparente. “Com vários mecanismos de controle, seguindo rigorosamente todas as etapas necessárias e imprimindo qualidade em todas as fases da operação", disse o Conselho Diretor do órgão.
O instituto também afirmou que todas as críticas divulgadas pela imprensa foram coletadas e comentadas em entrevistas coletivas e individuais iniciadas pelo próprio IBGE, “sempre comprometido a garantir a máxima transparência institucional".
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