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Gabriel Granjeiro: "Gratidão salva vidas"

Na coluna dessa semana, o colunista Gabriel Granjeiro ressalta a importância da pessoa ser grata e como isso pode beneficiar a sua vida

Gabriel Granjeiro: "Gratidão salva vidas"
Divulgação Gran Cursos Online
Victor Meira

Victor Meira

victor@jcconcursos.com.br

Publicado em 17/01/2023, às 13h09

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Em 6 de janeiro, comemoramos, no Brasil, o Dia da Gratidão. Apesar da relevância da homenagem, não custa lembrar que esse não é um sentimento a ser incentivado apenas na data dedicada a celebrá-lo. Todo dia é dia de agradecer por nossas conquistas, nossos bem, nossa vida. Todo dia é dia de demonstrar às pessoas que nos fazem ou fizeram algum bem o quanto reconhecemos isso.

E não são poucas as formas de fazê-lo. A gratidão pode ser expressa verbalmente, e em voz alta, ou balbuciada em orações silenciosas. Mas também pode ser gesticulada. Quem não reconhece os sinais universais de espalmar as mãos acima da cabeça, levar a mão direita ao peito ou, ainda, unir as palmas das mãos e baixar a cabeça, em sinal de respeito, de reconhecimento, de emoção, de graça?

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Essa que é uma das maiores qualidades do ser humano, além de enobrecer, promove felicidade. Não é exagero. Já se sabe que o simples ato de agradecer é capaz de regular a produção de cortisol no organismo, diminuindo o estresse e atuando no combate à depressão.

Uma pessoa grata também tende a exercer mais o perdão e, assim, sofre menos com ressentimentos, tornando-se mais sociável e – veja só – mais gentil. Um coração agradecido é, enfim, sinônimo de alma leve, que imprime no rosto a expressão da harmonia e da paz.

Pode reparar: quem não se faz de rogado em manifestar gratidão costuma se destacar pelo bom humor e, não raro, por ser mais bondoso que as demais pessoas. Também vive melhor, na medida em que contagia com suas boas vibrações todos ao redor. E não sou eu quem está dizendo, é a “ciência da gratidão”. Em toda parte do mundo , estudos demonstram que as pessoas que sabem expressar gratidão, inclusive listando no papel tudo que lhes parece merecer reconhecimento, têm maiores taxas de felicidade e sofrem menos com doenças físicas. Até o sono se beneficia de tal comportamento.

As pesquisas indicam que isso se deve ao fato de o indivíduo se concentrar mais no que é positivo em vez de perder tempo em demasia com o que de ruim tenha acontecido ao longo do dia.

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Não por acaso, a gratidão é uma das virtudes mais enaltecidas entre as pessoas de fé, independentemente da religião. Da minha parte, busco nutri-la em todas as esferas da minha vida. Aprendi a ter paciência e ser resiliente, vivendo cada dia com sua agonia, agindo para a superação dos problemas um a um e abrindo espaço para receber as dádivas que Deus me reservou.

Cultivo a gratidão não por obrigação, mas porque compreendo que ser genuinamente grato faz mais bem a mim que à própria pessoa a quem eu esteja dirigindo meu muito-obrigado.

A filosofia reforça esse entendimento. A Escola Estoica, por exemplo, professa que, se estamos vivos, é hora de começar a agradecer, mesmo que, em vez de nos ser ofertado um lindo dia de sol lá fora, a natureza nos tenha imposto um céu cheio de nuvens pretas.

Na visão dos estoicos, é importante agradecer por tudo que temos na vida, inclusive pelas adversidades que surgem vez ou outra. Por que eles pregam isso? Por entenderem que os obstáculos são o caminho. Para eles, de cada dificuldade, de cada fracasso, de cada perda surge um aprendizado que nos leva um passo adiante em direção aos nossos objetivos.

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A lição não poderia ser mais simples: para uma vida plena, há que agradecer por tudo, concentrar-se naquilo que se pode controlar, aceitar de bom grado tudo que vier a acontecer e tirar o melhor proveito de cada experiência, boa ou ruim.

Não sou ingênuo e sei que nem sempre é fácil agradecer por tudo, especialmente quando se trata de um evento que tomamos como negativo. É da nossa natureza ficarmos desapontados se algo vai mal. Mas pense comigo: como saber se o que aconteceu não tinha um propósito que nos passou despercebido? Como prever se aquilo não evoluirá para algo melhor, quiçá bom? Será que não foi uma bênção ou o mundo nos concedendo um livramento? Há que ter paciência, pois até o tempo melhora com o tempo.

Em síntese, o que a psicologia, a religião e a filosofia nos ensinam é que devemos encontrar equilíbrio entre nossas emoções, certos de que mesmo as experiências negativas podem nos ajudar a encontrar novas perspectivas e a crescer como seres humanos. Esteja, portanto, sempre pronto para agradecer pelo que lhe foi dado, ainda que esse algo não seja, exatamente, aquilo que você esperava ou julgava merecer.

E tenha em mente uma dica prática para isso: dedique alguns minutos por dia para fazer uma lista com todas as coisas e fatos que são dignos de seu agradecimento. Essa é a maneira mais fácil de cultivar a gratidão, esse poderoso remédio emocional e espiritual.
Lembre-se: gratidão salva vidas.

Fique grato à vida, pois ela lhe dá a chance de amar, trabalhar, brincar e admirar as estrelas.” – Henry van Dyke (1852-1933), escritor americana

*texto de Gabriel Granjeiro, diretor-presidente do Gran Cursos Online

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