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Inflação entra na meta em 2023 e surpreende analistas. Veja setores em queda

Expectativa de inflação em 2023 surpreende economistas do mercado financeiro ao entrar na meta definida pelo Conselho Monetário Nacional; Saiba mais

Notas de dinheiro
Notas de dinheiro - Canva
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 16/10/2023, às 18h42

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A expectativa de inflação em 2023 surpreende economistas do mercado financeiro ao entrar na meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que passou de 4,86% para 4,75%. A informação do relatório Focus foi divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central.

Em uma pesquisa realizada na semana passada, foram coletadas opiniões de mais de 100 instituições financeiras sobre as projeções econômicas. Com a queda registrada, as estimativas dos analistas para a inflação em 2023 agora se situam no limite superior da meta estabelecida pelo CMN.

A meta central de inflação estipulada para este ano é de 3,25%, e ela será considerada formalmente atingida se a taxa de inflação variar entre 1,75% e 4,75% durante o ano. A última vez em que as expectativas de inflação do mercado estiveram alinhadas com as metas definidas para o ano em questão foi em 15 de junho de 2022, quando a taxa era de 4,73%.

A revisão para baixo na previsão de inflação para o presente ano veio logo após a divulgação do índice oficial de inflação de setembro, que registrou um modesto aumento de 0,26%, ficando mais uma vez aquém das expectativas dos analistas.

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Recuo da inflação 

Caso a projeção do mercado financeiro se confirme, teremos um rompimento com a sequência de dois anos de descumprimento da meta de inflação. Em 2021, o IPCA atingiu alarmantes 10,06%, enquanto em 2022 a inflação permaneceu elevada, somando 5,79%.

Quanto às projeções para 2024, a estimativa de inflação permaneceu inalterada na última semana, mantendo-se em 3,88%. Para o próximo ano, a meta de inflação estabelecida é de 3%, e será considerada atingida se a taxa se situar entre 1,5% e 4,5%.

Nesse contexto, o Banco Central já concentra seus esforços na meta do ano seguinte para definir a taxa básica de juros, na tentativa de conter a escalada dos preços. 

O impacto da inflação mais elevada afeta sobretudo o poder de compra das pessoas, principalmente aquelas com rendimentos mais modestos, uma vez que os preços dos produtos sobem sem que os salários acompanhem esse aumento.

PIB e taxas de juros 

Em relação ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2023, o mercado financeiro mantém sua projeção de crescimento estável, estimando um índice de 2,92%. O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país, sendo um indicador crucial para avaliar o desenvolvimento econômico.

No que diz respeito ao ano de 2024, a previsão de crescimento econômico permanece inalterada em 1,50% de acordo com o mercado financeiro. Essa projeção otimista é reforçada pelo recente anúncio de que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano teve um aumento de 0,9%, superando as expectativas dos analistas.

Quanto à taxa básica de juros da economia brasileira, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas estimativas tanto para o final de 2023 quanto para 2024. Atualmente, a taxa Selic está em 12,75% ao ano, após duas reduções consecutivas promovidas pelo Banco Central. 

Para o fim de 2023, o mercado financeiro mantém a projeção de taxa Selic em 11,75% ao ano. Da mesma forma, a expectativa para o encerramento de 2024 permanece inalterada, com a taxa básica da economia estimada em 9% ao ano.

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