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Novo medicamento para tratamento de obesidade pode se tornar alternativa à bariátrica

Este seria o primeiro medicamento hormonal a se aproximar da perda de peso proporcionada pela cirurgia bariátrica. Medicamento pode causar impacto significativo no tratamento da obesidade

Medicamento pode causar impacto significativo no tratamento da obesidade
Medicamento pode causar impacto significativo no tratamento da obesidade - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 12/09/2023, às 21h52 - Atualizado às 23h55

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Um medicamento chamado 'retatrutida' está atualmente em fase de testes e tem se destacado como uma possível alternativa para o tratamento da obesidade. Especialistas têm considerado esse medicamento capaz de transformar a abordagem para a obesidade, podendo até mesmo rivalizar com a cirurgia bariátrica.

A retatrutida é uma substância que imita a ação de três hormônios presentes no corpo humano, todos relacionados à regulação do apetite. Este medicamento é administrado por meio de uma caneta injetável, de uso semanal, com o potencial de se juntar a outros tratamentos já disponíveis no mercado.

Um estudo conduzido pelo laboratório farmacêutico Eli Lilly acompanhou um grupo de mais de 300 pessoas que utilizaram a substância por um ano. Os resultados foram surpreendentes: aqueles que receberam a dose mais alta, 12 mg, conseguiram perder impressionantes 24% do seu peso corporal.

Para compreender a provável eficácia do medicamento, basta imaginar uma pessoa pesando 138 kg e após o uso da substância, entre outras orientações médicas, conseguiu perder 24% do peso anterior e agora pesa cerca de 33,12 kg a menos, totalizando aproximadamente 104,88 kg.

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Medicamento pode causar impacto significativo no tratamento da obesidade

De acordo com especialistas, este é o primeiro medicamento hormonal a se aproximar da perda de peso proporcionada pela cirurgia bariátrica, que normalmente resulta em uma redução de peso de cerca de 30%.

Simone Lee, do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, destacou que a pesquisa demonstrou que as pessoas ainda não haviam atingido um ponto de estagnação, sugerindo que a substância pode até mesmo superar os resultados da cirurgia bariátrica.

Embora promissor, o estudo continua em andamento e está previsto para ser concluído em 2026. A possível chegada deste novo concorrente tem o potencial de causar um impacto significativo em um mercado bilionário de tratamento para obesidade e diabetes. 

A retatrutida, semelhante à semaglutida, outra molécula utilizada no tratamento da obesidade, imita três hormônios importantes para o controle do peso e da diabetes:

GLP-1: Responsável pela sensação de saciedade.
GIP: Melhora a secreção de insulina após as refeições.
GCG: Aumenta o nível de glicose no sangue.

Essa abordagem multifacetada pode oferecer uma nova esperança para aqueles que lutam contra a obesidade e a diabetes, abrindo portas para tratamentos mais eficazes e personalizados no futuro.

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