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Panorama positivo: vendas no varejo estabilizam e sinalizam recuperação econômica

Pesquisa identificou movimentações distintas entre as atividades do comércio varejista. As vendas do setor se mantiveram estáveis em comparação com o mês anterior. Veja detalhes

Material para escritório, informática e comunicação foram os mais afetados
Material para escritório, informática e comunicação foram os mais afetados - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 09/08/2023, às 17h48

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Após um período de incertezas e oscilações, o comércio varejista do Brasil apresentou sinais de estabilidade no mês de junho deste ano. Segundo os dados revelados pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta quarta-feira (9), as vendas do setor se mantiveram estáveis em comparação com o mês anterior. Essa estabilização acontece após dois meses consecutivos de quedas, com retrações de -0,7% em maio e -0,1% em abril.

Ainda conforme os números da PMC, o comércio varejista acumulou uma leve queda de 0,3% na média móvel trimestral. Porém, o panorama se mostra mais favorável quando observadas outras comparações temporais. As vendas varejistas registraram um aumento de 1,3% em relação a junho do ano passado e também um crescimento positivo no acumulado do primeiro semestre, com a marca de 0,9% em relação aos últimos 12 meses.

Os analistas destacam que o setor encontra-se atualmente 3% acima do nível de vendas registrado em fevereiro de 2020, antes dos impactos da pandemia de COVID-19. No entanto, ainda persiste uma distância de 3,3% em relação ao pico mais alto da série histórica, que ocorreu em outubro de 2020.

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Material para escritório, informática e comunicação foram os mais afetados

A pesquisa identificou movimentações distintas entre as atividades do comércio varejista. Enquanto quatro setores apresentaram um aumento nas vendas de maio para junho, incluindo tecidos, vestuário e calçados (1,4%), hipermercados e produtos alimentícios (1,3%), livros e papelaria (1,2%) e móveis e eletrodomésticos (0,8%), outras quatro áreas experimentaram uma retração.

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação foram os mais afetados, com uma queda de -3,7%. Artigos de uso pessoal, produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria também apresentaram redução nas vendas.

No que se refere à receita, o comércio varejista teve um aumento de 0,5% comparado a maio deste ano, 0,6% em relação a junho de 2022, 4,6% no acumulado do semestre e 8,2% no acumulado dos últimos 12 meses.

O segmento de varejo ampliado, que inclui materiais de construção e veículos e peças, também registrou um crescimento de 1,2% de maio para junho. Um destaque foi o aumento nas vendas de veículos e motos, partes e peças, que cresceram 8,5%. Por outro lado, os materiais de construção tiveram uma leve retração de 0,3%.

Comparando com o mesmo período do ano anterior, o varejo ampliado teve um crescimento expressivo de 8,3%. As receitas nominais desse segmento também seguiram uma trajetória ascendente, com aumentos de 1% em relação a maio, 9% em comparação com junho do ano anterior, 8,4% no acumulado do semestre e 9% no acumulado de 12 meses.

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