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Real é a moeda mais valorizada em 2022 frente ao dólar. Veja patamar ideal para o câmbio

O dólar começou o ano de 2022 cotado em R$ 5,71. Em menos de quatro meses, o Real conseguiu uma valorização de 23,32% em relação à moeda norte-americana

victor meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 05/04/2022, às 10h37

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Agência Brasil
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Depois de um biênio entre as moedas mais desvalorizadas do mundo, o Real é um dos fenômenos de valorização em 2022. A moeda brasileira conta com o melhor desempenho do ano em comparação com outras 22 moedas, compostas tanto por divisas de economias emergentes quanto de países desenvolvidos.

Nesta terça-feira (05), o dólar sobe 0,98%, cotado a R$ 4,63. Contudo, desde o início do ano, a moeda americana derreteu em relação ao Real. Haja vista que 2022 começou com o dólar batendo os R$ 5,71, em 05 de janeiro. 

A cotação na casa dos R$ 4,60 é a menor desde março de 2020, início da pandemia de covid-19 no Brasil. 

Um estudo realizado pela Economatica, a pedido do jornal O Globo, revela que o Real foi a moeda que mais se valorizou no ano em relação ao dólar. O cálculo foi baseado na taxa Ptax para venda, do Banco Central, usada como referência para operações em moeda estrangeira.

Por que o Dólar caiu tanto?

De acordo com alguns economistas, o Brasil está aproveitando um fenômeno chamado de rotação de carteira dos investidores internacionais. Ele acontece quando os investidores procuram papéis com preços descontados e mais baixos de países emergentes como o Brasil. 

Com isso, há um maior fluxo de capital estrangeiro circulando no país e como diz a famosa lei da demanda e oferta, quanto maior a procura por um bem, maior será o preço dele. 

Além disso, o capital estrangeiro está investindo pesado em ações de empresas de valor, como commodities e bancos, que são os principais ativos da bolsa brasileira. 

Outro motivo que explica a valorização do Real é a expectativa de elevação dos juros dos EUA. Este movimento explica a fuga de capital dos americanos e busca por diversificação em países que oferecem maior risco, mas têm maiores chances de valorização, como é o caso do Brasil. 

Vale destacar também que o nosso patamar de juros elevados, cuja taxa Selic está em 11,75% ao ano, impulsiona o Real. Contudo, como Banco Central brasileiro iniciou seu processo de normalização monetária muito antes do que seus pares externos, a tendência é queda nos juros até o final do ano.

O diferencial entre as taxas praticadas internamente e no mercado externo está elevado e estimula a prática chamada de carry trade, que consiste em tomar o dinheiro em países onde as taxas são baixas e investir em outros que têm juro maior e que trazem, portanto, mais rentabilidade.

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