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Seu bolso: preço da Cesta Básica cai em 12 capitais; Saiba quais são

O preço da cesta básica apresentou uma redução significativa em 12 das 17 capitais pesquisadas pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no mês de outubro de 2023

Alimentos em cima da mesa
Alimentos em cima da mesa - Divulgação
Mylena Lira

Mylena Lira

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 07/11/2023, às 20h21

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O preço da cesta básica apresentou uma redução significativa em 12 das 17 capitais pesquisadas pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no mês de outubro de 2023. As quedas mais acentuadas foram registradas em Natal (-2,82%), Recife (-2,30%), e Brasília (-2,18%).

O relatório revela que, em contrapartida, houve aumento de preços em algumas localidades. As altas foram observadas em Fortaleza (1,32%), Campo Grande (1,08%), Goiânia (0,81%), São Paulo (0,46%) e Rio de Janeiro (0,17%).

No panorama nacional, Porto Alegre foi a cidade que apresentou o maior custo para a aquisição da cesta básica, totalizando R$ 739,21, seguida por Florianópolis (R$ 738,77), São Paulo (R$ 738,13) e Rio de Janeiro (R$ 721,17). Por outro lado, nas capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 521,96), João Pessoa (R$ 554,88) e Recife (R$ 557,10).

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Redução do preço da cesta básica

Ao analisar a comparação dos valores da cesta entre outubro de 2022 e outubro de 2023, constata-se que 12 capitais experimentaram uma redução no preço médio. São elas:

  • Natal (-2,82)
  • Recife (-2,30)
  • Brasília (-2,18)
  • Aracajú (-1,95)
  • Salvador (-1,39)
  • João Pessoa (-1,37)
  • Florianópolis (-1,19)
  • Vitória (-0,99)
  • Belo Horizonte (-0,96)
  • Curitiba (-0,91)
  • Porto Alegre (-0,34)
  • Belém (-0,10)

Nos 10 meses de 2023, o custo da cesta básica diminuiu em 16 municípios, com taxas entre -11,12% em Brasília e -0,38% em Natal. Já a alta foi registrada em Aracaju (0,17%).

Tempo de trabalho

O DIEESE também analisou o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica. Em outubro de 2023, a jornada média foi de 107 horas e 17 minutos, em comparação com 119 horas e 37 minutos em outubro de 2022. Isso revela uma melhoria na acessibilidade aos alimentos básicos.

Ao considerar o salário mínimo líquido, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, 52,72% do rendimento líquido para adquirir os produtos alimentícios básicos, em outubro de 2023, uma melhoria em relação aos 53,09% de setembro. No mesmo período do ano anterior, em outubro de 2022, o percentual atingiu 58,78%.

Em São Paulo, a terceira maior capital pesquisada, o custo da cesta básica em outubro de 2023 foi de R$ 738,13, representando uma variação de 0,46% em relação a setembro. Em comparação com outubro de 2022, o valor da cesta diminuiu -3,16%, e nos 10 meses de 2023, caiu -6,72%.

Os dados revelaram um panorama em que o trabalhador remunerado pelo salário mínimo na capital paulista precisou de 123 horas e 10 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica em outubro de 2023, uma redução em relação às 138 horas e 21 minutos necessárias em outubro de 2022.

Salário mínimo ideal 

O estudo também destacou o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas, considerando a cesta mais cara, que, em outubro, foi a de Porto Alegre. O valor estimado foi de R$ 6.210,11, correspondendo a 4,70 vezes o valor do salário mínimo de R$ 1.320,00.

Esse valor teve uma redução em relação a setembro de 2023, quando era de R$ 6.280,93 e correspondia a 4,76 vezes o piso mínimo. Em outubro de 2022, o mínimo necessário foi de R$ 6.458,86 ou 5,33 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.212,00.

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Produtos mais baratos e mais caros

Além disso, o estudo detalhou o comportamento dos preços dos produtos da cesta, revelando oscilações nos preços de itens como leite integral, feijão, tomate, batata, arroz, pão e açúcar, evidenciando tanto as variações positivas quanto as reduções, explicadas por fatores como oferta, importação e condições climáticas.

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