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Varejo bate de frente com presidente do BC e lança documento para defender compras sem juros

Entidades varejistas lançam movimento “Parcelo Sim!” em defesa das compras parceladas sem juros, contrariando a posição do presidente do BC, que defende o fim dessa modalidade

Varejo bate de frente com presidente do BC e lança documento para defender compras sem juros
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Victor Meira

Victor Meira

victor@jcconcursos.com.br

Publicado em 22/11/2023, às 15h36

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Entidades do setor varejista, incluindo Sebrae, Abrasel, Proteste e Fecomércio-SP, unem-se no movimento “Parcelo Sim!” em defesa das compras parceladas sem juros

O manifesto do grupo destaca a importância do Parcelado Sem Juros (PSJ) como ferramenta essencial para 200 milhões de brasileiros, influenciando desde a compra de produtos essenciais até a realização de sonhos.

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O movimento surge em resposta às recentes declarações do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que defende o fim do parcelamento sem juros no cartão de crédito. Campos Neto argumenta que essa modalidade impacta negativamente o crédito direto ao consumidor (CDC), aumentando os juros cobrados pelas instituições financeiras.

Segundo o manifesto, uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revela que 90% dos lojistas vendem parcelado sem juros, enquanto 75% dos consumidores optam por essa modalidade, conforme apontado pelo Datafolha. As entidades alegam que o PSJ impulsiona o comércio, aumentando as vendas e movimentando setores como o de serviços.

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Um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs) destaca que, em 2022, as compras com cartões de crédito totalizaram R$ 2,1 trilhões, sendo metade desse valor proveniente de compras parceladas sem juros. O grupo afirma que eliminar essa modalidade prejudicaria significativamente o setor, afetando o consumo e o crescimento econômico.

O presidente do BC, por sua vez, alega que a presença significativa do parcelamento sem juros no mercado brasileiro pode estar inibindo o crescimento do CDC. Ele propõe a redução dessa modalidade em prol de mais crédito ao consumidor com juros mais baixos, visando estimular o consumo e impulsionar a economia.

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