Banco do Brasil: o edital sai ainda em outubro

Novo edital para escriturário abrangerá 15 Estados das regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste. Salário inicial é de R$ 1,7 mil

Redação
Publicado em 17/10/2012, às 14h05

O Banco do Brasil confirmou a Fundação Carlos Chagas como organizadora de seu próximo concurso público de cadastro reserva para escriturário em 15 Estados. O banco promete lançar o edital ainda neste mês. 

Candidatos com nível médio completo poderão inscrever-se no concurso. O salário inicial oferecido para a carreira de escriturário é de R$ 1.892 para jornada de 30 horas semanais – depois de 90 dias, esse valor é reajustado para R$ 1.948. O aprovado ainda receberá auxílio-alimentação no valor de R$ 399,30 e cesta-alimentação de R$ 311,08, e poderá participar de planos assistenciais e previdenciários complementares. 

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Na instituição, o cargo de escriturário é o inicial na carreira bancária. Ele é responsável por atuar nas áreas de atendimento ao público; prestação de informações aos clientes e usuários; redação de correspondências em geral; conferência de relatórios e documentos; divulgação e venda de produtos e serviços oferecidos pelo banco; atualização e manutenção de dados em sistemas operacionais, entre outras atividades. 

O próximo edital formará cadastro para os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Mato Grosso e Santa Catarina.

Prova revista - Carlos Netto, diretor de gestão de pessoas do Banco do Brasil, informou que o novo concurso trará novidades quanto ao conteúdo programático. A prova deverá trazer perguntas mais focadas nas disciplinas de informática, técnica de vendas e raciocínio lógico, além de passar a contar com etapa de redação.

“Estamos incluindo redação porque entendemos que ela é uma ferramenta para avaliar a capacidade de estruturação do pensamento, habilidade muito importante para as empresas hoje”, avaliou Netto. O diretor adiantou que o tema da redação deverá tratar do contexto econômico e do papel do Banco do Brasil.

O banco aplicará a chamada “prova inteligente”, que permitirá à instituição avaliar as principais deficiências dos candidatos e, a partir daí, aprimorar o conteúdo do curso de formação. 

O que esperar - Para Alexandre Prado, professor de direito administrativo e legislações correlatas do Concurso Virtual, o Banco do Brasil pretende conter a elevada rotatividade de servidores, buscando profissionais que tenham maior afinidade com a carreira bancária. Ele aposta também em uma maior interdisciplinaridade na prova. “A prova vai propor uma situação teórica dentro de uma questão prática. É possível esperar que eles misturem conhecimentos bancários com técnica de vendas, por exemplo. Esse modelo, possivelmente, causará resistência em candidatos que não estejam muito familiarizados com técnica de vendas e informática, mas para o banco também não é interessante receber gente com esse perfil porque eles ficariam no cargo apenas enquanto não fossem aprovados em outro concurso”, avaliou Alexandre. 

O novo modelo de prova também implicará em mudanças de estilo por parte da organizadora, a Fundação Carlos Chagas. “Embora ela seja uma banca famosa por pedir o conteúdo de forma literal, terá que se adaptar a aplicar questões teóricas a casos concretos, modelo que é mais semelhante ao aplicado pelo Cespe/UnB”, segundo Alexandre. Para o candidato fica a dica: será preciso visualizar questões do cotidiano para aplicar o conteúdo específico.

Aline Viana/SP

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