Banco do Brasil promete mudanças no perfil da prova

A estatal estreia novo conteúdo já no próximo edital para escriturário. O cargo exige nível médio completo e tem salário inicial de R$ 1.760, para jornada de trabalho de 30 horas semanais

Redação
Publicado em 16/08/2012, às 11h14

Na última semana, você, leitor, soube dos planos do Banco do Brasil para lançar novo edital para 15 Estados. As novidades não param por aí: Carlos Netto, diretor de gestão de pessoas do Banco do Brasil, informa que a instituição está em busca de um novo perfil profissional para a carreira de escriturário.O objetivo é buscar um candidato que esteja apto a enfrentar às novas demandas do setor bancário. 

A nova seleção será para os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Mato Grosso e Santa Catarina. O edital será do tipo cadastro reserva e será publicado ainda neste semestre. 

Para participar, o candidato deverá ter nível médio completo e ser maior de 18 anos no momento da convocação. O salário inicial oferecido para a carreira de escriturário é de R$ 1.760 para jornada de 30h semanais. O aprovado ainda receberá auxílio-alimentação no valor de R$ 399,30, cesta-alimentação de R$ 311,08 e poderá participar de planos assistenciais e previdenciários complementares. Vale destacar que em breve a categoria dos bancários iniciará as negociações de reajuste salarial para o período 2012/2013, de modo que esses valores devem sofrer reajustes.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com Carlos Netto:

JC&E: Por que o BB decidiu mudar o perfil da prova e quais mudanças o candidato deve esperar?

Carlos Netto - Estamos incluindo redação porque entendemos que ela é uma ferramenta para avaliar a capacidade de estruturação do pensamento, habilidade muito importante para as empresas hoje. Também iremos incluir a parte de técnica de vendas porque somos uma empresa de serviços, então precisamos olhar isso com atenção; além da questão da cultura organizacional da empresa e ética.  Ampliamos também o peso da parte de raciocínio lógico. E mudaremos o enfoque cobrado no conteúdo de informática.

JC&E: A prova continuará no modelo de múltipla escolha ou estão previstas questões discursivas? É possível adiantar como será o perfil da redação?

Carlos Netto - A prova continua sendo de múltipla escolha, apenas inovaremos com a redação. A redação deve tratar do contexto econômico e do papel do Banco do Brasil. Queremos avaliar como o candidato estrutura o pensamento, se ele produz um bom texto e se tem um bom domínio da língua portuguesa. 

JC&E: E quanto à prova de informática?

Carlos Netto - A prova de informática será teórica. Vamos pedir os conhecimentos básicos da informática, mas no sentido da informática voltada para o trabalho.

JC&E: O novo concurso terá a implantação da chamada “prova inteligente”. Quais as vantagens desse modelo?

Carlos Netto - É um modelo que traz ao banco informações que nos permite ver em quais temas e questões os candidatos apresentam maiores dificuldades. Com esses dados poderemos focar os treinamentos na área de informática, técnicas de vendas, etc. É importante destacar que o aprovado passará por um curso de formação de duas semanas, logo quando for convocado. Seis meses depois de admitido, há uma nova etapa do curso de formação.

JC&E: As mudanças no conteúdo podem afetar a escolha da organizadora para o próximo edital? Esse processo já foi iniciado?

Carlos Netto - Os diferentes institutos que nos atendem têm condições de nos atender. Nas próximas semanas devemos começar o processo de seleção da empresa. O edital deve sair neste semestre, já com essas inovações.

JC&E: Já é possível falar em quantos poderão ser contratados por meio desse novo edital?

Carlos Netto - O processo de admissão do banco é bem dinâmico porque muita gente se aposenta, há criação de algumas novas vagas e a demanda varia de acordo com a localidade. Ainda é prematuro para passar números.

Aline Viana

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