Mais de 15 mil vagas aguardam sanção do Planejamento

A boa notícia é que Dilma tem mantido a promessa de abrir concursos para áreas prioritárias. Veja quatro processos seletivos iimportantes cujas autorizações devem sair em breve

Redação
Publicado em 10/05/2012, às 14h09

A despeito da anunciada suspensão dos concursos públicos este ano, o que o leitor pode constatar é que o Ministério do Planejamento tem cumprido sua palavra de liberar concursos para diversos órgãos, ainda que nem sempre atingindo o número total de vagas solicitado.

10 mil vagas para os Correios – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que já solicitou ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) pedido de abertura de mais de 13 mil vagas no seu quadro de pessoal. A expectativa é que entre 9 mil e 10 mil destas oportunidades sejam preenchidas no próximo concurso.

Estão confirmadas oportunidades para as carreiras de carteiro, operador de triagem e transbordo (OTT) e atendente comercial. Para concorrer a qualquer um destes postos, os interessados devem possuir formação de nível médio completo. Para esse grupo, a remuneração inicial é de R$ 942,75, mais benefícios como vale-alimentação de R$ 25 por dia, vale cesta básica (R$ 150), plano medicamento, auxílio-creche, assistência médica e odontológica, plano de carreira e possibilidade de desenvolvimento profissional.

Embora o foco seja nas funções de nível médio, os Correios não descartam a possibilidade de abrir seleção também para cargos de nível superior.

A expectativa da empresa é que, mediante o aval do Planejamento, o edital seja publicado no segundo semestre, com abrangência nacional.

Receita e Ministério da Fazenda – A Receita Federal do Brasil (RFB), órgão que administra os tributos de competência da União, e o Ministério da Fazenda pretendem realizar concursos em breve. A expectativa é de que sejam abertas 4.850 oportunidades para ambos os órgãos. A seleção só depende do aval da ministra Miriam Belchior, responsável pela pasta.

A assessoria de imprensa do órgão confirma esse número e informa que as oportunidades contemplam 2.500 vagas de assistente técnico-administrativo, carreira que requer nível médio, e 90 de analista técnico administrativo, de nível superior, para o ministério. Já para a Receita estão previstos concursos para 1.210 postos de auditor fiscal e 1.050 de analista tributário.

Em 2009, o Ministério da Fazenda abriu duas seleções para preencher oportunidades na RFB; ambas ficaram sob a responsabilidade da Escola de Administração Fazendária (Esaf). As chances estavam disponíveis em todo o país. O processo seletivo para analista tributário (nível superior) contou com 700 vagas e a remuneração, segundo o edital, era de R$ 7.624,56. Os concorrentes enfrentaram prova objetiva (de conhecimentos gerais e específicos), exame dissertativo e etapa de sindicância de vida pregressa. Houve, ainda, um Programa de Formação para os habilitados e classificados na primeira fase.

O outro concurso foi para a carreira de assistente técnico administrativo (nível médio). Neste caso, os candidatos disputaram duas mil ofertas com vencimento inicial de R$ 2.590,42. As oportunidades destinavam-se a diversos órgãos ligados ao Ministério da Fazenda, o que inclui a Receita Federal, e a avaliação dos participantes consistiu em duas provas objetivas.

Tabela de cargos e remunerações:

Cargo

Requisito

Salário

Técnico-administrativo

Nível médio

Inicial de R$ 2.386

Analista técnico-administrativo

Nível superior

Inicial de R$ 3.225

Analista tributário

Nível superior

Subsídio de R$ 7.996

Auditor fiscal

Nível superior

Subsídio de R$ 13,6 mil

Ministério do Trabalho – O recém-empossado ministro Brizola Neto (PDT) tem como importante missão resgatar o concurso para 600 vagas de auditor fiscal do trabalho previsto para este ano e anunciado em 2011. A carreira é para candidatos com nível superior completo e oferece remuneração inicial de cerca de R$ 13 mil.

“O ideal para que a fiscalização atingisse todo o país, de fato, seria termos seis mil auditores. O concurso para essas 600 oportunidades e a convocação dos outros 117 aprovados ameniza o problema, mas não resolve. A economia brasileira está crescendo e o número de auditores se torna insuficiente para alcançar a demanda”, declarou à época do anúncio o deputado e auditor fiscal do trabalho Taumaturgo Lima (PT-AC).

O auditor fiscal do trabalho é responsável por verificar as diversas situações de emprego, como se os profissionais de uma determinada empresa têm carteira assinada, se têm condições de segurança, se há o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o pagamento de férias, salários atrasados etc.

Para concorrer ao cargo, o candidato deve ter formação de nível superior em qualquer área do conhecimento. O salário inicial é de R$ 13.600, podendo alcançar até R$ 19.451 no topo da carreira.

O último edital para auditor fiscal do trabalho ofereceu 234 oportunidades e foi aberto em janeiro de 2009. Na ocasião, o salário inicial oferecido, de R$ 13.067, atraiu mais de 54 mil concursandos. A organização ficou a cargo da Escola de Administração Fazendária (Esaf).

Aline Viana/SP

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