A Arte do Concurso

Assim como as guerras, os concursos são vencidos com estratégias e regras. O artigo de hoje abordará um pouco a delicada arte da preparação para concursos

William Douglas
Publicado em 29/06/2016, às 10h17

No livro A Arte da Guerra, o grande general Sun Tzu afirma que na arte militar, cada operação particular tem partes que exigem a luz do dia, e outras que pedem as trevas do segredo. Não podemos determiná-las de antemão. Só as circunstâncias podem ditá-las. Assim como as guerras, os concursos são vencidos com estratégias e regras. O artigo de hoje abordará um pouco a delicada arte da preparação para concursos.
Nos concursos, nas guerras e na vida, há regras que funcionam para todos e regras específicas para cada situação, pessoa e ocasião, infelizmente nunca sabemos de antemão qual é o caso em questão, se podemos ir com o que funciona para a maioria ou criar nosso próprio conjunto de regras. As circunstâncias e a vida engendraram novidades de forma exuberante, e a resposta para cada uma delas é, muitas vezes, imprevisível. Assim, apenas o amadurecimento trará algumas respostas para os candidatos. Em muitos casos, somente a experimentação e a individualização poderão responder qual o melhor caminho a seguir, pesados sob o crivo da relação custo x benefício.
Se algo nos tranquiliza, é o fato de que podemos errar, sim, mas que o tempo trará todas as oportunidades de renovação, aprendizado e crescimento que precisamos. Por exemplo, se a pessoa conseguir abrir mão temporariamente de prazeres menores em prol de obter, no futuro, prazeres maiores. Indo além, de abrir mão parcialmente de prazeres e necessidades, no futuro, de forma mais sobeja.
Para ter sucesso em concursos é preciso um mínimo de objetividade, foco e simplicidade. É preciso fazer escolhas e sacrifícios. Nesse passo, Sun Tzu diz: “não procures ter um exército numeroso demais. Amiúde, a excessiva quantidade de gente é mais nociva do que útil. Um pequeno exército bem disciplinado é invencível, sob o comando de um bom general”.
Para passar em concursos, ou obter qualquer outra forma de vitória, tenha coragem de se diminuir assim como o pássaro abaixa sua cabeça antes de levantar voo. Seja menos, e cresça mais. Tenha menos amigos agora, e mais condições de aproveitar os que restarão, no futuro. Tenha um exército pequeno, mas disciplinado. Poucos objetivos, poucas tarefas, apenas as que bastem para sobreviver e estudar. Quantos poderiam ter passado se pudessem ser menos famosos, menos viajados, menos presentes em festas e baladas!
Depois que tiver conquistado os vastos campos de centeio e conhecido as montanhas mais altas do mundo, então serás grande. Nessa ocasião, recorda-te das lições da iluminação: “antes que eu penetrasse na sabedoria, as montanhas e os rios nada mais eram senão montanhas e rios. Quando aderi à jornada pela sabedoria, as montanhas não eram mais montanhas, nem os rios eram rios. Mas, quando alcancei a sabedoria, as montanhas eram só montanhas e os rios, apenas rios”.
Depois da aprovação, festas serão novamente festas, e baladas, baladas. Para os que assim desejarem. Para outros, serão noites bem dormidas, passeios com a família, viagens. Seja qual for o seu perfil, você alcançará com disciplina. Se podando um pouco agora, para colher frutos mais doces no futuro. Aproveite a jornada e bom combate!
William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 40 obras, dentre elas Como Passar em Provas e Concursos e As 25 Leis Bíblicas do Sucesso. Site: www.williamdouglas.com.br. Acompanhe-o nas redes sociais (@site_wd, @site_wd2 e William Douglas - Facebook).

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