Denotação e conotação nos concursos públicos

Artigo da professora Sandra Ceraldi Carrasco.

Redação
Publicado em 04/03/2013, às 11h43

Nesta semana mostrarei a você a importância da linguagem estilística e como diferenciar denotação e conotação de forma simples em sua prova.

Todas as bancas organizadoras de concursos públicos questionam os candidatos sobre a linguagem estilística, mais precisamente sobre o entendimento que se atribui a determinados vocábulos retirados de textos e, para isso, é importante ressaltar os postulados da Língua Portuguesa, como base de estudos.

O linguista suíço Ferdinand de Saussure definiu conceitos importantes sobre signo, significante e significado, objeto de estudos por todos os profissionais da área, e afirmou que o signo linguístico compõe-se de dois elementos indissociáveis: o significante e o significado.

Como exemplo, o vocábulo C - A - S - A (elemento linguístico que se constitui de letras) ao ser proferido pelo falante, produz um determinado som, o que expressa a noção do que seja o significante. Associado a esse entendimento, temos, por sua vez, a noção do conceito do objeto ora representado, constituído pela imagem mental que atribuímos a ele. Assim, “casa” se caracteriza como moradia, instrumento particular do qual as pessoas se dispõem para se acolherem (o significado).

Tais postulados tendem a nos subsidiar quanto ao entendimento acerca da denotação e conotação, uma vez que aquela se refere ao sentido original das palavras, prescrito pelo dicionário ao passo que esta permite que o “significado” assuma diferentes sentidos, dependendo do contexto em que se encontrar inserido.

As figuras de linguagem, que apresentam como objetivo do emissor conferir maior expressividade à mensagem, dão-se em maior ocorrência na linguagem literária, implicando maior envolvimento do leitor diante do contexto. Esse recurso estilístico é também visto em demasia na linguagem publicitária, cuja finalidade proferida pelo discurso é a de persuadir o público, pois o emissor usa determinados artifícios para a concretização de seus reais objetivos, embutidos em uma linguagem variada de significados, bem como outra não verbal, associada a imagens e texto para provocar um eficaz efeito de sentido diante do interlocutor.

Veja os exemplos a seguir: “Eu moro em uma casa enorme e bonita”. Nesse caso, entende-se a palavra “casa” de acordo com seu sentido real, concreto. Já em: “A casa caiu para os marginais.” De acordo com o contexto, o vocábulo assumiu um sentido diferente do convencional, cuja linguagem foi a conotativa (entendimento aleatório ao convencional).

Analise as frases abaixo e procure identificar a denotação e a conotação:


O garoto quebrou a vidraça.

O garoto quebrou o silêncio.

 Uma pedra rolou da encosta.

Você é uma pedra no meu sapato.

As estrelas do céu brilhavam.

As estrelas do cinema brilhavam.


Recomendo aos meus leitores que estudem Língua Portuguesa por meio de meu material disponível neste jornal: vídeoaulas (Área VIP) e dicas do blog (professora Sandra).

Até o próximo encontro!

Professora Sandra Ceraldi Carrasco, consultora e especialista em língua portuguesa, autora de livros e periódicos na área. Há mais de 20 anos ministra cursos e palestras, com índice recorde de aprovação. Seu mais recente trabalho aborda de forma prática o Acordo Ortográfico. Atualmente é coordenadora do curso preparatório IPA. Contato: professora.sandracarrasco@uol.com.br.


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