Preparado para “chegar lá”?

"O ingresso na carreira pública é a maior expressão de democracia do acesso à empregabilidade"

Redação
Publicado em 10/04/2013, às 10h41

O ingresso na carreira pública é a maior expressão de democracia do acesso à empregabilidade. Os candidatos elevam a autoestima e se privam de constrangimentos que ferem a dignidade humana, seja limite de idade, boa aparência, preconceito racial ou social. Nos processos de seleção, os candidatos são igualmente capazes e iguais, conforme reza a Constituição do país. Todos estão ali competindo em condições idênticas.

Não imagine que são apenas os jovens ou recém-formados que buscam no concurso público a chance de ter bons salários e uma carreira gratificante! Aposentados ou prestes a se aposentarem também procuram um emprego público. O limite de idade para prestar concursos é de 65 anos, o que leva milhares de brasileiros a verem no concurso uma chance de conseguir uma aposentadoria digna. Isso significa que aqueles que já estão aposentados, mas ainda não completaram 65 anos, não possuem qualquer impedimento para prestar concursos públicos. Sendo aprovados, os candidatos voltam à ativa e trabalham até completarem a idade-limite, interrompendo as atividades compulsoriamente. Então se aposentam novamente, com vencimentos até dez vezes mais que anteriormente – cerca de R$ 10 mil em concursos de nível superior.

Mas não se “chega lá” sem esforço, organização, dedicação e estudo – muito, muito estudo. Para quem quer um emprego estável e com excelente remuneração é muito importante traçar uma boa estratégia diante de livros e apostilas. Se o candidato está acostumado a pensar na prova apenas como aluno, é importante mudar esse foco e ver a prova com os olhos do examinador. Analise todas as formas que determinado conteúdo pode ser solicitado em prova que você estará esgotando todas as possibilidades de perguntas sobre esse assunto.

Inicialmente, recomendo que os candidatos estudem diariamente uma única disciplina, o que facilitará a assimilação. Estudar diferentes disciplinas por dia pode levar ao “esquecimento” da primeira. No entanto, não adianta exigir mais que a própria capacidade de entendimento permite. Sendo assim, ao perceber que já não está mais entendendo nada do que lê, tenha certeza de que essa é a hora de parar. Se você fizer uma agenda onde as atividades caibam dentro das suas possibilidades, não terá como se prejudicar. O aluno só se prejudica se abandonar os estudos, a sua organização.

Hora de estudar as provas! Em duplas ou grupos, passe a fazer provas e trocá-las para a correção. Corrija-as como se fosse o próprio examinador. Você aprenderá a ver a prova com outros olhos e isso facilitará seu desempenho quando reassumir o papel de aluno.

A resolução de questões de provas anteriores assume um grande papel no processo de estudo, enquanto o candidato está somente estudando o conteúdo solicitado no edital, está apenas adquirindo conhecimento. Quando ele passa a estudar provas anteriores, passa a aprender como esse conteúdo estudado será solicitado na prova.

Provas simuladas são muito importantes nesse processo. No último concurso para fiscal do ICMS do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, 18 dos 20 primeiros colocados estavam em turmas de simulados. Portanto, a dica é: estudar todo o conteúdo do edital, fazer provas anteriores e, se possível, fazer provas simuladas.

As provas são objetivas e permitem critérios de correção com total lisura, ou seja, passa quem realmente está bem preparado. Por isso falamos que passar em concurso é só uma questão de tempo. Uma hora todos estarão bem preparados, apenas quem puder dedicar menos horas por dia aos estudos vai demorar um pouco mais para se classificar. Quem puder dedicar mais horas aos estudos vai, portanto, se classificar mais rapidamente.

Aqui vai outra dica não menos importante: no dia anterior à prova, descanse. No máximo, releia pontos que considere importantes. Nada de horas de desespero em cima de apostilas. Esteja preparado para, no dia das provas, estar de bem com sua mente e seu corpo. Você vai precisar sentir-se assim.

Cláudia Jones é jornalista especializada em concursos

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