Dicas para concursos

Muitos alunos encaram os estudos como algo desesperador, assustador, chato e até mesmo desagradável.

Redação
Publicado em 09/02/2015, às 10h28

Rodrigo Castello

Muitos alunos encaram os estudos como algo desesperador, assustador, chato e até mesmo desagradável. Não obstante, a quantidade de matérias, em especial matérias relacionadas ao direito, tais como penal, processual penal, administrativo, constitucional, tributário, humanos, criminologia, entre outros, são encaradas de forma não tão agradável. Muito embora, inicialmente, pareça algo “monstruoso”, isso não é uma verdade.

Não raro os alunos perguntam: “o que devo fazer?”; “como devo estudar?”; “por onde devo começar?”. As respostas, muito embora pareçam complicadas, não o são. Tecerei algumas dicas a você, concurseiro!

1) Encare os estudos como algo gostoso e primordial à sua evolução e conquista diárias. 2) Escolha o quanto quer aprender. 3) Acredite que você pode, pois quando acreditar em você, tenha certeza, terá grande chance de ser um gênio (Einstein). 4) Estude o edital, pois é meio caminho andado; dominando-o saberá com precisão o que estudar e por onde começar. Lembre-se que o edital é a lei das leis, pois a banca não poderá fugir dele, sob pena de prejudicar o concurso. 5) Tenha disciplina e organização, pois se for desorganizado, nada conseguirá fazer. 6) Tenha horário. “Mas professor, que ponto chato, não tenho tempo para estudar. Trabalho o dia todo. O que devo fazer?”. Ouso a discordar! Saiba que o tempo nós é quem fazemos. Quando quiser realmente estudar e ter disciplina, conseguirá o tempo adequado. Organize-se, estude no transporte coletivo ouvindo aulas e lendo matérias, estude na hora do intervalo e pós-almoço, acorde um pouquinho mais cedo e durma um pouquinho mais tarde. Lembre-se que o importante é a qualidade, e não a quantidade. 7) Separe o material adequado. 8) Estude em ambiente limpo, tranquilo e silencioso. 9) Não deixe para estudar na véspera da prova, pois isso pode te prejudicá-lo. 10) Divida as matérias. 11) Não estude apenas uma matéria em um único dia, pois pode ficar cansativo. 12) Esteja alimentado, pois a fome prejudica o raciocínio. 13) Verifique provas anteriores, pois no dia do seu concurso aprova não será tão complicada. 14) Siga as orientações dos professores, pois eles conhecem o perfil da organizadora. 15) Leia e releia os resumos. 16) Não estude no dia da prova. “Mas professor, tenho de estudar o direito penal, como devo proceder? Por onde começar?”. Muito bem, não parece tão complicado! A resposta é simples: pelo começo. Em primeiro lugar, fazer cursinho preparatório me parece algo crucial, pois nós, professores, entregamos todas as peças do quebra-cabeça, basta ser montado por você.

Dica – A título de ilustração, em quase todos os editais que abordam o direito penal, encontra-se o seguinte tópico: TÍTULO XI “Dos crimes contra a Administração Pública”. Dentre eles, não pode esquecer que há subtópicos. Temos: CAPÍTULO I – Dos crimes praticados por funcionários públicos contra a Administração em geral; CAPÍTULO II – Dos crimes praticados por particular contra a Administração em geral; CAPÍTULO II-A – Dos crimes praticados por particular contra a Administração Pública estrangeira; CAPÍTULO III – Dos crimes contra a administração da Justiça; e, por fim, CAPÍTULO IV – Dos crimes contra as finanças públicas.

Diante da enormidade de artigos, sempre temos os mais clássicos, que são exigidos em concursos públicos. Exemplos: Peculato (art. 312, CP); Concussão (art. 316); Corrupção Passiva (art. 317); Prevaricação (art. 319, CP); Condescendência Criminosa (art. 320, CP); Advocacia Administrativa (art. 312, CP).

Outra dica: imagine uma história e coloque-se como personagem dela. Tenha certeza que jamais esquecerá.

Melhore sempre! Como? Acreditando. Tenha serenidade da mente, equilíbrio nos raciocínios, eleve-se nos sentimentos de vitória.

Então, caros concurseiros, ante as provas da vida, jamais esmoreças; se cair, ergue-te e recomeça. Lembre-se que a luta é condição para a vitória. Ajude o colega de turma, pois a dúvida dele pode ser crucial à sua aprovação. Não é incorreto afirmar que deve auxiliar os outros como puder e tanto quanto puder, no clima da consciência tranquila. Vamos lá, sua aprovação é certa, basta acreditar nisso!

Abraço.

Rodrigo Castello é advogado criminalista e professor de penal, legislação criminal especial e processo penal da Central de Concursos. www.rodrigocastello.com.br.


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