Escola de tempo integral para alunos autistas avança na Assembleia

A proposta do ex-deputado Luiz Carlos Gondim foi aprovada pela Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento no último dia 28

Duarte Moreira
Publicado em 05/09/2019, às 12h29

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A Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento reuniu-se no último dia 28 e aprovou a proposta de autoria do ex-deputado Luiz Carlos Gondim. De acordo com o texto, a iniciativa prevê que as instituições de ensino ofereçam educação integral às pessoas com autismo. Além disso, as escolas devem contar com uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.     

O deputado Ricardo Mellão (NOVO) avalia o impacto financeiro da medida para o Estado. "Há uma intenção muito nobre que é a implantação do horário em tempo integral para alunos autistas, mas o autor fala de uma série de pontos que vão implicar em novos custos, como por exemplo, um corpo docente qualificado e com treinamento em métodos eficazes de ensino. Hoje isso não existe no Estado, que provavelmente terá que contratar esse treinamento", explica.

O presidente da Comissão de Finanças da Alesp, deputado Dirceu Dalben (PL), considera a possibilidade de colocar o projeto em prática. "A nossa comissão avalia a questão financeira e o deputado Ricardo Mellão, com muita propriedade, fez um parecer muito bem justificado explicando os gastos extras que teria o Estado. De todo modo eu entendo que a medida vai atender as necessidades dos alunos e o Estado tem como suportar este gasto". 

A Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento avalia as questões financeiras envolvidas nos projetos de lei. O grupo de trabalho se reúne todas as quartas-feiras às 14h.

Além dos citados, também estiveram presentes os deputados: Castello Branco, Paulo Fiorilo, Roberto Engler, Carla Morando, Estevam Galvão e Alex de Madureira.

Ex-reitor da USP explica desequílibrio financeiro da universidade

CPI que investiga irregularidades na gestão das universidades públicas no Estado ouviu na ultima quarta-feira dia 28 de agosto, o ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP) Marco Antônio Zago.

Durante seu depoimento, Zago ressaltou que o desequilíbrio financeiro da universidade se deveu ao aumento de despesas com excesso de contratação de servidores e aumento de salários dos servidores.

Segundo Zago, em sua gestão houve cortes no orçamento, com medidas como suspensão de contratação de pessoal e de obras em andamento, além da diminuição do quadro de funcionários de cerca de 17 mil para 13 mil, devido a um plano de demissão voluntária.

O ex-reitor observou também que, apesar da diminuição dos investimentos, a USP é considerada a melhor universidade do Brasil. "Nas universidades surgem às ideias que mudam o mundo. Para isso, é preciso autonomia", declarou.             

O deputado Paulo Fiorilo (PT) afirmou que o "depoimento do ex-reitor mostrou que medidas adotadas antes da gestão do Zago levaram a USP a uma grande dificuldade financeira. É preciso aprofundar o cenário com mais detalhes, mais informações."             

O presidente da CPI, deputado Wellington Moura (PRB), avaliou como positiva a reunião de hoje. "A oitiva foi muito transparente. Gerou muitos questionamentos que serão indagados para o outro ex-reitor. Se houve falhas de prestação de contas, vamos averiguar."

Além da oitiva, os deputados votaram 21 requerimentos referentes ao andamento da CPI. Estão entre os requerimentos aprovados o envio de extratos bancários da USP do período de 2011 a 2019; a convocação para serem ouvidos na CPI os pró-reitores de pesquisa da USP, Unesp e da Unicamp e envio da relação de viagens patrocinadas pela USP e pela Unesp nos últimos oito anos. A Unicamp já apresentou esses dados para a CPI.             

Estavam também presentes os deputados Arthur do Val, Barros Munhoz, Carla Morando, Carlão Pignatari, Daniel José, Mauro Bragato, Rafa Zimbaldi e Valeria Bolsonaro. O ex-deputado Milton Flávio também acompanhou os trabalhos da CPI.

Fontes: Alesp e Duarte Moreira

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