Informe-se para enfrentar as principais bancas

Se você pretende prestar concurso em que será cobrado exame de redação com tema geral/atual que aborde tema derivado de conhecimentos específicos, é bom você começar sua preparação

Júnia Andrade
Publicado em 27/07/2016, às 09h52

Olá, candidato! Se você pretende prestar concurso em que será cobrado exame de redação com tema geral/atual ou de discursiva que aborde tema derivado de conhecimentos específicos, é bom você começar sua preparação, sabendo exatamente o que os examinadores, hoje, esperam ler no seu texto. Seguem as dicas!

Fundação Carlos Chagas (FCC)


Tema geral/atual: a banca apresenta os temas mais trabalhosos se comparados aos de outras bancas. A FCC não se contenta em abordar assuntos pontuais da atualidade, digamos assim. 
Ele propõe temas que abordam questões da condição humana, o que exige uma reflexão profunda. Geralmente suas provas recortam assuntos como o consumismo dos tempos atuais, a sociedade em redes, o papel da arte na atualidade, o respeito à diversidade, o papel da mídia etc. 
Não dá para enfrentar a FCC com a leitura de revistas semanais, porque ela exige erudição. E tem mais: por incrível que nos pareça, as médias da prova de redação são sempre altas. 
Em Tribunais Regionais, por exemplo, é preciso conseguir mais de 90% do valor da redação para ser aprovado entre as vagas ofertadas. Mas se você se desesperou, calma! 
Para quase tudo há remédio nesta vida! 
Estando no curso certo, com professor conhecedor da banca, você supera essa questão do tema. Acredite!
Temas específicos (questões/estudos de caso): para este tipo de exercício, a FCC pede sim conhecimento sobre discussões atuais. 
Se estiver previsto para a prova cobrança que envolva Direito do Trabalho, ela poderá, por exemplo, trazer tema ou caso para você demonstrar conhecimento normativo acerca dos direitos das empregadas domésticas. Isso quer dizer que a banca fica atenta aos acontecimentos atuais e cobra aspectos da lei ou da jurisprudência sobre esses acontecimentos. 
Compor respostas para enfrentar esse tipo de questão é bem simples: se você sabe o conteúdo, bastará escrever de forma objetiva e expor juntamente com a resposta um aspecto da fundamentação. Você não precisa dominar os dispositivos normativos, mas deve conhecer as leis e jurisprudência que embasam o assunto. 
E a “pimentinha do caldo”: apresente respostas em obediência à ordem dos itens questionados. Expor resposta, sem observar a ordem dos elementos do tema proposto, é arriscar-se a perder pontos em massa. Fique atento!

Cespe/UnB


Tema geral/atual: a banca adora atualidades. Assim, é bom estar atento a acontecimentos pertinentes ao plano nacional e internacional. 
Mas não espere que o tema esteja alinhado com o concurso que você escolheu. Nem sempre o Cespe respeita isso. Na prova do INPI, por exemplo, cobrou popularização da arte e da cultura. Na prova para Policial Legislativo, cobrou a crise na Ucrânia – assunto que estava em voga na época. Para a prova do TCU (técnico) cobrou, em uma das questões, tema relacionado ao Estado Islâmico.
Para se informar sobre possíveis temas do Cespe, vale o seguinte: estar atento às principais notícias nos portais informativos da internet, até 15 dias antes da aplicação da prova. Sempre procure por fontes que criem um histórico dos fatos, para que você possa entender causas e efeitos de determinado acontecimento. 
E vai o “tempero no ponto certo”: sempre que você for trabalhar cada tópico temático do Cespe, cite três exemplos, ou três causas, ou três efeitos, no mínimo, para cada item temático (a banca divide o tema em itens). Mais recentemente a banca vem empregando esse critério para avaliar a amplitude argumentativa das redações. Particularmente considero isso meio estranho, mas o que importa é cumprir o que a banca espera de nós.
Temas específicos (questões/estudos de caso): o Cespe gosta de trabalhar com conceitos e com descrições mais basilares acerca do conteúdo do qual extrairá o tema. Desse modo, não ignore no seu conteúdo programático aqueles itens iniciais de cada disciplina. 
No mais seja bem objetivo para responder cada item temático e não se esqueça de aplicar a lei ou a jurisprudência para abordar assuntos específicos, se isso couber ao caso. 
Vale lembrar que, assim como na FCC, a ordem das respostas no Cespe também é levada em conta pelos examinadores. 

Esaf

Como a Esaf trabalha com temas específicos de área, vamos diretamente a duas dicas extraídas do que observamos nas correções de 2016.
Seja bem objetivo, a ponto de não compor introdução para a sua discursiva. Esse é um ponto polêmico, pois muitos professores discordam disso. 
O problema é que, por causa da “tradição”, muitos candidatos são duramente punidos nas correções. 
Mas nós, no Ponto dos Concursos, lidamos muito com a fase recursal e, por isso, nas centenas de discursivas que recebemos após cada concurso, notamos que os examinadores da Esaf não são afeitos a perder tempo com introduções. Então, a recomendação é quebrar paradigmas para não perder o concurso.  
Cuidado com a forma como você escreve os assuntos propostos. Como muitos alunos preferem aulas expositivas a ler os conteúdos, tendem a reproduzir na escrita a linguagem didática do professor, com seus exemplos, às vezes, não muito adequados à escrita. 
Nada demais em querer aprender conteúdos, a partir de ótima didática. Mas na hora de escrever, é preciso demonstrar intimidade com a linguagem de determinadas áreas. É só refletir um pouco: a área fiscal ou a área orçamentária e outras mais possuem cada uma seus próprios campos semânticos (seu conjunto vocabular). E você precisa ter conhecimento de termos e de segurança no emprego destes, quando aborda assuntos de natureza específica. Do contrário, receberá um AI, código muito aplicado em 2016 aos casos de resposta correta, mas precariamente redigida. 
Bom, falar sobre prova discursiva/redação é assunto que se estende por dias e meses. Mas, com essas dicas atualizadas sobre o perfil das citadas bancas, acreditamos que eles servem aos novatos e também aos veteranos que farão provas em 2016. Depois a gente conversa mais! 
Sucesso em sua batalha diária de estudos!
Júnia Andrade é autora de Redação para Concursos e professora no Ponto dos Concursos. 

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