Uma trajetória de muitos caminhos

Anderson Luis Peraçoli começou sua trajetória profissional cedo, aos 15 anos de idade. Conheça um pouco mais sobre o técnico que hoje atua na USP

Carolina Pera
Publicado em 27/03/2013, às 11h44

Aos 15 anos de idade, Anderson Luis Peraçoli já trabalhava. O garoto montava cordões de luz, aqueles instrumentos utilizados por mecânicos de automóveis para verificar a parte de baixo do veículo. Tomou a iniciativa de trabalhar porque algo não estava bem: “Meu pai ‘entrou para a Caixa’ (afastamento pelo INSS superior a 15 dias) devido a um problema de saúde e isso me preocupou”.

Como começou cedo, sua trajetória profissional envolve um número significativo de cargos. Como “trabalho oficial” a carreira de Anderson se iniciou quando foi estagiário de nível médio no Banco do Brasil. Depois disso foi caixa de loja de departamentos, segurança em uma universidade, estagiário na área de programação e controle de produção, escriturário, funcionário da área de repasse e trabalhou no setor administrativo de vendas, além de já ter experiência em oficina mecânica e em uma escola de música, na qual lecionou violão.

“Não tive muitas oportunidades de escolha ou de ‘esperar o momento certo’, o que vinha eu sentia que tinha de fazer”.  E assim foi seguindo. O administrador começou a prestar concurso público em 1999, quando decidiu realizar o processo seletivo para escriturário do Banco do Brasil. “Prestei essa prova por curiosidade, estagiava na instituição e muitos colegas de trabalho e de estudos, assim como eu, queriam saber como funcionava e também se inscreveram na prova”, porém, não foi daquela vez que Anderson obteve aprovação.

O primeiro êxito em órgãos públicos foi na seleção da Nossa Caixa, em 2005, mas Anderson não chegou a assumir a função. “Recusei a vaga devido a incertezas em relação ao momento pelo qual o banco passava”.

Em 2012 veio a segunda aprovação, desta vez no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe), para o qual foi aprovado em dois processos seletivos. Assumiu o primeiro posto e depois o substituiu pelo segundo.

Nesta trajetória o que mais aprendeu foi “ter desenvoltura para lidar com situações adversas, a contar com o colega e a ajudá-lo, já que somos todos interdependentes”.

Atualmente Anderson é técnico para assuntos administrativos na Universidade de São Paulo (USP), mas antes já havia sido chamado para outro cargo na universidade, o de auxiliar de administração, mas deu preferência ao que atua agora. Ao ser questionado sobre a decisão de trocar a função que possuía no Iamspe, ele afirma: “Sabia do desafio que seria, mas tinha convicção de que seria o melhor a fazer”.

Curioso é que o técnico diz não ter se preparado muito durante seus processos. “Sinto-me bastante relapso com os estudos; desses concursos que mencionei, só estudei para a prova de técnico da USP. Para as outras seleções não. Nesse quesito preciso melhorar, e muito”. Ele conta que estudava só quando tinha tempo livre, como por exemplo, os horários de almoço.

Agora Anderson está cursando sua segunda faculdade, desta vez no campo de engenharia mecânica, algo que sempre quis fazer, porém, não era possível até algum tempo atrás, pois não podia arcar com os custos.

Apesar do pouco tempo no atual cargo, ele se sente realizado por saber que há possibilidade de construir carreira na instituição. E finaliza: “É nesta expectativa que baseio meus planos para o futuro”.

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