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Concurso Profissões e Cursos

ENGENHARIA DE PESCA

Por uma alimentação mais saudável



Redação
Publicado em 29/01/2007, às 09h49

O Engenheiro de Pesca tem como funções principais a supervisão, o planejamento, a coordenação e a execução de atividades integradas para o aproveitamento dos recursos naturais aquícolas, o cultivo e a exploração sustentável de recursos pesqueiros marítimos, fluviais e lacustres e a sua industrialização. “Os Engenheiros também elaboram, supervisionam e executam levantamentos e pesquisas de espécies aquáticas e de seus potenciais econômicos, visando à produção, embasados na sustentabilidade e preservação/conservação do meio ambiente”, explica o Prof. Dr. Vanildo Souza de Oliveira, coordenador do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

ÁREAS DE ATUAÇÃO

No Nordeste brasileiro, há boas perspectivas de trabalho, principalmente nas áreas de Aqüicultura (criação de peixes, moluscos, crustáceos, rãs e algas) e no processamento de pescado, mas também existem boas oportunidades em pesquisa e produção de alevinos (filhotes de peixe). Outra área de atuação que tem apresentado crescimento é a das "piscigranjas", fazendas de criação de peixes.

No IBAMA, os Engenheiros de Pesca exercem funções relativas ao ordenamento dos recursos pesqueiros e à política de fomento à pesca e à aqüicultura. Já nas EMATERs (Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural), esses profissionais inspecionam o pescado, prestam assistência técnica e trabalham na área de extensão pesqueira. “Na iniciativa privada, há Engenheiros trabalhando como gerentes em unidades aquícolas, plantas de processamento de pescado e frota industrial. No setor Público, eles atuam em áreas ligadas à produção de recursos aquáticos e meio ambiente, bem como em projetos de extensão pesqueira, prestando assistência técnica a comunidades de pescadores. Eles também podem trabalhar em instituições de pesquisa, realizando estudos relacionados a recursos aquáticos e meio ambiente”, aponta Oliveira.

Outra possível área de atuação, de acordo com o educador, é a docência. “Pode, ainda, constituir um empreendimento próprio, a sua própria empresa, ou trabalhar como consultor na área de Pesca e Aqüicultura. Outra possibilidade é atuar em ONGs, em projetos ligados à preservação dos recursos aquáticos e à extensão pesqueira, prestando assistência técnica”, completa.

CURSO

“Nesse curso, o aluno tem contato com disciplinas como Matemática, Física, Bioquímica, Botânica Aquática, Técnicas de Pesca, Fisioecologia de Animais Aquáticos, Carcinicultura (técnica de criação de camarões em viveiros), Economia Pesqueira, Administração e Legislação Pesqueira e Navegação, entre outras”, relaciona. “Na região Sudeste, apesar de ser um grande potencial, ainda não existe nenhuma iniciativa de criação de um curso de Engenharia de Pesca por parte das universidades. No Sul, existe apenas um curso, que é ministrado pela Unioeste, em Toledo/PR. Já no Norte e Nordeste brasileiro, há cursos em vários Estados: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia”, relata Oliveira.

MERCADO

Para o educador da UFRPE, a Engenharia de Pesca é uma área bastante promissora, especialmente porque lida com produção de alimento por meio de recursos aquáticos. “A principal área é a de Aqüicultura, pois com a estabilização da produção da pesca extrativa mundial, o processo realizado em cativeiro surge como alternativa para o aumento da produção, tanto dos recursos aquáticos continentais como marinhos”, finaliza.

Rogerio Jovaneli

+ Resumo do Concurso Profissões e Cursos

Profissões e Cursos
Vagas: Não definido
Taxa de inscrição: Não definido
Cargos: Não definido
Áreas de Atuação: Não definido
Escolaridade: Ensino Médio
Faixa de salário:
Estados com Vagas: AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO

+ Agenda do Concurso

29/01/2008 Divulgação do Resultado Adicionar no Google Agenda

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