Confira as mudanças da PEC Emergencial aprovada no Senado

Com a aprovação da PEC Emergencial, o governo está autorizado em realizar uma nova rodada de pagamentos do auxílio desde que diminua os gastos públicos em outras áreas

Redação   Publicado em 05/03/2021, às 08h51

Agência Brasil

Na última quinta-feira (04), o Senado aprovou a PEC Emergencial (Proposta de Emenda à Constituição) no segundo turno. O texto já foi encaminhado para análise da Câmara dos Deputados. O documento prevê a recriação do auxílio emergencial em troca de medidas de ajustes fiscais. Assim, para aumentar os gastos públicos com o pagamento do auxílio, o governo federal terá de apertar os cintos. Em alguns casos, de forma permanente. 

O texto é o resultado da fusão de três PECs enviadas pelo governo no fim de 2019: a proposta que reformula o Pacto Federativo, a PEC Emergencial original e a PEC que desvincula o dinheiro de fundos públicos. Por falta de consenso, alguns pontos mais polêmicos ficaram de fora, como a retirada dos pisos constitucionais para gastos em saúde e educação.

O fim dos repasses de 28% da arrecadação do PIS (Programa de Integração Social) e do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também foi excluído do texto votado.

A redução de até 25% dos salários dos servidores com redução proporcional de jornada, o pagamento de abono salarial abaixo do mínimo e a desvinculação de diversos benefícios da inflação, que chegaram a ser discutidos no Senado, não entraram na proposta final para ser aprovado.

Em troca das medidas de ajuste, o texto autoriza a destinação de R$ 44 bilhões para a recriação do auxílio emergencial com créditos extraordinários do Orçamento, que ficam fora do teto de gastos. Uma cláusula de calamidade pública incluída na PEC permitiu que os custos com o novo programa sejam excluídos da regra de ouro (espécie de teto de endividamento público para financiar gastos correntes) e da meta de déficit primário, que neste ano está fixada em R$ 247,1 bilhões.

A concessão de uma nova rodada do auxílio emergencial depende de uma medida provisória com as novas regras do benefício. O valor de cada parcela não está definido.

Entenda as principais mudanças instituídas pela PEC Emergencial:

Auxílio emergencial

Gatillhos

Incentivos fiscais

Fundos públicos e desvinculação de receitas

Calamidade pública

Inativos e pensionistas

Políticas públicas

Repasses duodecimais

Dívida pública

Precatórios

Aumenta em cinco anos, de 2024 para 2029, prazo para que estados e municípios paguem seus precatórios, dívidas determinadas por sentenças judiciais definitivas (sem a possibilidade de recursos).

*texto com reproduzido da Agência Brasil

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