Senado aprova PEC Emergencial; SAIBA MAIS!!!!!

Com aprovação no Senado, o texto segue para análise e votação na Câmara dos Deputados. Vale lembrar que os trechos polêmicos como fim dos gastos mínimos em educação e saúde e redução de salários e jornadas para servidores

Redação
Publicado em 04/03/2021, às 13h45

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Agência Brasil

O Senado aprovou, no início da tarde desta quinta-feira (04), em segundo turno, o texto da PEC Emergencial 186/2019 (Proposta de Emenda à Constituição). Agora o texto segue para análise da Câmara dos Deputados. A PEC Emergencial cria mecanismos de ajuste fiscal e permite a retomada do pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia de covid-19.

Depois de pressões de senadores para limitar os gastos, o relator da proposta, senador Márcio Bittar (MDB-AC), apresentou nova versão do texto. Nela, o benefício será pago por fora do teto de gastos do Orçamento e do limite de endividamento do governo federal.

A ajuda, no entanto, ficará limitada a um custo total de R$ 44 bilhões. Antes, não havia, no texto, limite para o pagamento do auxílio em 2021.A primeira versão do auxílio ultrapassou os R$ 300 bilhões de custo total e foi paga a cerca de 68 milhões de pessoas.

Desta vez, o valor do benefício e a quantidade de parcelas será definida depois da aprovação da PEC no Congresso, por meio de medida provisória.

Polêmicas

Para viabilizar a votação, o principal recuo no texto foi a retirada do ponto que previa o fim dos valores mínimos a serem gastos pelo governo com saúde e educação. Na versão aprovada, estados continuam obrigados a destinar 12% de seus recursos para a saúde e 25% para a educação. O gasto mínimo em saúde, previsto na Constituição, é de 15% da receita corrente líquida, no caso da União. Para a educação, o governo federal tem de aplicar ao menos 18% da receita de impostos. O piso de gastos nas duas áreas não pode ser reduzido e precisa ser corrigido pela inflação do ano anterior.

Outro item retirado do texto da PEC foi o fim dos repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Hoje, um mínimo de 28% da arrecadação do PIS/Pasep, que abastece o FAT, vai para o financiamento de programas do BNDES.

*trechos com reprodução Agência Brasil

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