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ABIN quer demissão de servidores públicos que negociavam dados da inteligência

Dois servidores da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) devem ser demitidos após a ABIN concluir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Entenda o caso

Fachada da ABIN
Fachada da ABIN - Divulgação/Agência Brasil
Mylena Lira

Mylena Lira

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 16/03/2023, às 20h00

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Dois servidores da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) devem ser demitidos após a ABIN concluir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por má conduta. A dupla tentou vender a ferramenta de tecnologia da Abin ao Exército.

A ação foi realizada por meio de uma empresa de fachada, criada pelos servidores em nome de parentes para vender serviços de inteligência aos quais tinham acesso somente por serem agentes da ABIN.

A investigação interna indica que eles agiam como agentes duplos, porém tinham contrato de dedicação exclusiva e, desta forma, criar empresa no ramo é vedado pela legislação. O PAD depende da decisão da Casa Civil, que poderá oficializar a demissão.

Segundo o G1, a Abin investigou o caso entre 2020 e 2021 e teria localizado os agentes no Exército por meio de uma ferramenta secreta utilizada para monitorar qualquer pessoa por meio do número do celular. Essa ferramenta deixou de ser usada em maio de 2021, conforme confirmou a Abin.

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Saiba mais sobre a Abin

A Agência Brasileira de Inteligência, mais conhecida como ABIN, é um órgão de inteligência do governo federal brasileiro, que tem como objetivo produzir conhecimentos para a defesa da soberania nacional e a tomada de decisão do Estado.

Criada em 1999, a ABIN é responsável por coletar, processar e analisar informações estratégicas, que possam contribuir para a segurança do país e a proteção dos interesses nacionais. A agência atua em diversas áreas, como:

  • combate ao terrorismo;
  • controle de fronteiras;
  • segurança cibernética;
  • defesa do patrimônio cultural; e
  • prevenção de crimes transnacionais.

Para ingressar na ABIN, é necessário passar por um processo seletivo rigoroso, que inclui provas de conhecimentos gerais e específicos, avaliação psicológica, investigação social e de antecedentes criminais, além de um curso de formação na Escola de Inteligência da ABIN.

Vale ressaltar que a ABIN é uma instituição que exige sigilo e discrição por parte de seus membros, e que o trabalho de inteligência requer grande responsabilidade e comprometimento com os interesses do Estado brasileiro.

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Último concurso da ABIN

O último concurso da ABIN foi realizado em 2018. Na época, foram ofertadas 300 vagas para cargos de Oficial de Inteligência, Oficial Técnico de Inteligência e de Agente de Inteligência. O certame segue em vigor, pois seu prazo de validade foi prorrogado até 2024.

Desta forma, no momento, ainda não há previsão de quando será promovido novo processo seletivo para ingresso na agência. Não há, sequer, tratamento junto ao Ministério da Economia quanto a viabilidade.

Os requisitos para se candidatar a uma vaga na ABIN incluem ter idade mínima de 18 anos, possuir formação superior em qualquer área, ter habilidades em línguas estrangeiras, ser brasileiro nato e estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, quando for o caso.

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