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Anvisa: vegetais no Brasil estão com resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido

Levantamento, que envolveu 1.772 amostras coletadas em supermercados de todo o país. Anvisa ressaltou positivamente a redução do risco agudo na laranja

Proibição do uso de algumas substâncias contribuíram para redução do risco em laranjas
Proibição do uso de algumas substâncias contribuíram para redução do risco em laranjas - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 06/12/2023, às 14h25

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou dados alarmantes sobre a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos de origem vegetal no Brasil. Segundo a agência, 25% dos alimentos analisados apresentaram níveis de agrotóxicos acima do permitido ou sem autorização, revelando falhas nos processos produtivos e na adoção de boas práticas agrícolas.

O levantamento, que envolveu 1.772 amostras coletadas em supermercados de todo o país, mostrou que 41,1% delas estavam livres de resíduos, enquanto em 33,9% os níveis estavam no limite permitido. As amostras, coletadas semanalmente pela vigilância sanitária dos estados e municípios, foram analisadas em laboratórios especializados, utilizando métodos científicos reconhecidos internacionalmente.

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, referente ao ciclo 2022, revelou que 67% das amostras puderam ser rastreadas até o distribuidor e 23% até o produtor rural. Apesar da preocupação com a presença de agrotóxicos, a pesquisa destacou que, em relação ao risco crônico, nenhum dos produtos pesquisados apresentou exposição pelo consumo de alimentos maior que a ingestão diária aceitável.

Proibição do uso de algumas substâncias contribuíram para redução do risco em laranjas

No entanto, a Anvisa alertou para três amostras que apresentaram risco agudo para o consumidor, podendo causar danos à saúde pelo consumo de uma grande porção do alimento em curto espaço de tempo, como em uma refeição ou em um dia de consumo.

O relatório também trouxe dados do ciclo 2018-2019, onde das 3.296 amostras analisadas, 33,2% estavam sem resíduos, 41,2% dentro do limite permitido e 25,6% apresentaram inconformidades. Dezoito amostras apresentaram risco agudo ao consumidor, com 66% rastreáveis até o distribuidor e 28% até o produtor rural.

A Anvisa ressaltou positivamente a redução do risco agudo na laranja ao longo dos anos, destacando que no ciclo de 2013/2015, 12,1% das amostras tinham potencial de risco agudo, enquanto no ciclo de 2018/2019 esse número caiu para 3% e, nas amostras de 2022, ficou em 0,6%. A proibição do uso de carbofurano e a exclusão de substâncias como a metidationa e o formetanato contribuíram para essa melhoria.

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