Auxílio emergencial: Guedes NEGA extensão do benefício para 2021

Além de negar a extensão do auxílio emergencial para 2021, Guedes também disse que o estado de calamidade não será prorrogado

Redação
Publicado em 07/10/2020, às 14h27

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (07), em entrevista concedida para a imprensa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, negou a prorrogação do auxílio emergencial após dezembro. Além disso, ele também afirmou que o estado de calamidade pública, decretado em função da pandemia de coronavírus, não deve ser extendido.

O governo federal está formulando um novo modelo de financiamento de novo programa social, o Renda Cidadã. Este programa deve substituir tanto auxílio emergencial quanto o Bolsa Família.

Apesar que no anúncio da última semana, o Renda Cidadã sofreu diversas críticas por propor a utilização de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e precatórios. Analistas do mercado financeiro apontam que este modelo pode "furar" o teto de gastos.

Anúncio do novo modelo estava previsto para hoje (07), mas o senador Márcio Bittar (MDB-AC) declarou que o Renda Cidadã será apresentado na semana que vem quando o programa ter uma proposta consensual entre governo e Congresso. 

Saiba mais sobre a Renda Cidadã

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou um novo programa social de transferência de renda, a Renda Cidadã. De acordo com o presidente, o novo programa irá substituir o Bolsa Família e o auxílio emergencial.

Bolsonaro destaca que os recursos utilizados para a Renda Cidadã serão feitos de modo responsável e dentro do teto de gastos. “Estamos buscando recursos com responsabilidade fiscal e respeitando a lei do teto de gastos. Nós queremos demonstrar à sociedade e ao investidor que o Brasil é um país confiável” argumenta.

Possível valor da Renda Cidadã

Apesar de não ter anunciado o valor que será pago na Renda Cidadã, Bittar explica que o benefício será menor do que auxílio emergencial de R$ 300. “O valor [do benefício individual] ficará mais baixo. Ficará entre R$ 200 e R$ 300 neste primeiro momento. Para isso, tivemos que encontrar uma nova solução orçamentária. Mas não vamos furar o teto. Nesse debate, chegou a ser pensada numa solução extra-teto. Porém, não era ideal e a equipe econômica encontrou uma solução” afirma.

No entanto, o senador admite que valor terá aumentos periódicos conforme o espaço disponível no orçamento. 

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