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Caged aponta aumento recorde de demissões voluntárias; entenda o motivo

O número de trabalhadores que deixaram os cargos é o maior desde 2004. Foram cerca de 560 mil demissões voluntárias em fevereiro deste ano, segundo o Caged

Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 22/04/2022, às 19h21

Foram cerca de 560 mil demissões voluntárias em fevereiro deste ano, segundo o Caged
Foram cerca de 560 mil demissões voluntárias em fevereiro deste ano, segundo o Caged - Agência Brasil
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Mesmo com situações alarmantes de vulnerabilidade social, desemprego em alta, preço de alimentos e outros setores subindo, o número de trabalhadores que se demitiram em 2022 é o maior número desde o início da série histórica em janeiro de 2004. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia (Caged), foram cerca de 560 mil demissões voluntárias registradas em fevereiro deste ano.

Na análise de especialistas, esse movimento é explicado pela busca de trabalhadores mais qualificados por maior qualidade de vida. Há oitos algo do tipo não era visto no Brasil. Em janeiro de 2014, foram 542.685 pedidos de demissão. Um dos principais motivos para o empregado pedir demissão é o custo de ir trabalhar presencialmente.

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EUA também bate recorde de demissões voluntárias

Nos Estados Unidos, o fenômeno conhecido como "grande renúncia", resultou em um recorde na série histórica de 4,5 milhões de funcionários se demitindo voluntariamente em novembro do ano passado. Para Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores, que realizou uma pesquisa sobre o tema, essa mudança de comportamento é causada pela pandemia.

Em novembro, uma pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half mostrou que quase metade dos profissionais com mais de 25 anos procuravam um novo emprego em 2022. Desses, 37% disseram que havia um motivo para procurar um novo emprego a busca de um salário melhor, 19% queriam aprender algo novo e 12% queriam melhorar sua qualidade de vida.

Economistas apontam que a realidade no Brasil é diferente. Ao contrário dos americanos, o país não está longe de oportunidades plenas de emprego, e pesquisas mostram que uma grande parte da população é pouco qualificada – o que significa que nem todos têm escolha. Quem estuda o mercado de perto acredita que os brasileiros estão diante de outra forma específica de desigualdade.

*Estagiário sob supervisão do jornalista Jean Albuquerque

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