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Conquista histórica! Mulher negra assume um dos cargos mais altos da Marinha do Brasil

Pela primeira vez na história da Marinha do Brasil, uma mulher negra foi promovida a um dos cargos mais altos da corporação

Mulheres da Marinha do Brasil
Mulheres da Marinha do Brasil - Divulgação/Marinha
Mylena Lira

Mylena Lira

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 06/04/2023, às 15h37

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Pela primeira vez na história da Marinha do Brasil, uma mulher negra foi promovida a contra-almirante, um dos cargos mais altos da corporação. A médica Maria Cecília Barbosa foi alçada ao posto depois de 28 anos de serviços às Forças Armada.

“Estou muito feliz. Estou bastante orgulhosa por representar uma parcela grande da Marinha, que é a tripulação feminina”, declarou a médica, que é diretora de Saúde e Assistência Social da Secretaria de Pessoal, Saúde, Desporto e Projetos Sociais do Ministério da Defesa.

Maria Cecília foi uma das cumprimentadas pelo presidente Lula durante evento realizada no Palácio do Planalto na última terça-feira. Na ocasião, ele recebeu os oficiais-generais promovidos nas Forças Armadas, compostas pela Marinha, Exército e Aeronáutica.

A Marinha do Brasil foi a primeira Força Armada brasileira a promover uma mulher ao Posto de Oficial General. A primeira mulher oficial-general foi a Dra. Dalva Maria Mendes, contra-almirante, em 2012. Depois, a engenheira Luciana Marrone também chegou ao cargo, em 2018. Maria Cecília, portanto, é a terceira mulher da Marinha (e primeira negra) a alcançar o posto de Almirante.

Maria Cecília
A médica Maria Cecília, promovida a contra almirante / Foto: Secom

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Mulheres na Marinha do Brasil

Apesar de estar em 2023, as mulheres ainda não estão incluídas em todos os postos da Marinha. A participação das mulheres na Marinha do Brasil começou só em 1980, quando a legislação permitiu o ingresso feminino na Força. À época, porém, elas integravam um corpo auxiliar e sua participação era restrita a alguns cargos e ao serviço em terra.

A participação das mulheres na MB foi ampliada apenas em 1997, com a reestruturação dos Corpos e Quadros de Oficiais e Praças da Marinha. A Lei n.º 9519 extinguiu o Corpo Auxiliar Feminino e aumentou as possibilidades de ingresso do sexo feminino. Dessa maneira, as mulheres da Força Naval, que antes eram restritas a um só Corpo, puderam passar a servir:

  • no Corpo de Engenheiros da Marinha;
  • nos Quadros do Corpo de Saúde da Marinha;
  • nos Quadros Técnico e Auxiliar da Armada do Corpo Auxiliar da Marinha;
  • no Corpo Auxiliar de Praças; e
  • no Quadro de Músicos do Corpo de Praças de Fuzileiros Navais.

Em 2014, as mulheres puderam ingressar na Escola Naval para compor o Corpo de Intendentes da Marinha. Três anos depois, em 2017, foi ampliada a participação de Oficiais e Praças femininas em atividades de aplicação efetiva do Poder Naval, autorizando o embarque em navios e unidades de tropa.

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Neste ano, correu o ingresso das primeiras mulheres na Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina (EAMSC), com o acesso da primeira turma de alunas no Colégio Naval, e é a primeira vez que mulheres poderão prestar concurso para Soldados Fuzileiros Navais. Até 2024, as mulheres estarão incluídas em todos os Corpos, escolas e centros de instrução da Força.

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