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Empresas são notificadas pela Senacon para explicação sobre aumento do preço do leite

Empresas podem ser multadas em até R$ 13 milhões pelo aumento do preço do leite em processo administrativo. Preços subiram cerca de 29%

Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 05/08/2022, às 19h35

Empresas podem ser multadas em até R$ 13 milhões pelo aumento do preço do leite
Empresas podem ser multadas em até R$ 13 milhões pelo aumento do preço do leite - Foto: Stephanie Dias
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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou explicações a oito indústrias de laticínios sobre o aumento de quase 30% do valor do leite. A instituição deu o prazo até semana que vem para fazer os esclarecimentos ao Ministério da Justiça. A Senacon quer entender o motivo do aumento, já que os fabricantes costumam utilizar soro de leite, que é o líquido que resta da fabricação de produtos derivados, inclusive de bebidas lácteas.

As empresas acionadas pela Senacon foram a Danone, Italac, Lactalis, Piracanjuba, Laticínios Porto Alegre, Nestlé, Quatá e Vigor. No início desta semana, a Senacon notificou os estabelecimentos que devem informá-las se os consumidores tiverem informações claras sobre os ingredientes do produto, valor nutricional e conteúdo do rótulo.

Isso ocorre porque os clientes costumam confundir leite ao comprar com bebidas lácteas, que costumam ser mais baratas e muitas vezes têm a mesma embalagem ou rótulo semelhante.

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Empresas podem ser multadas em até R$ 13 milhões pelo aumento do preço do leite 

O órgão ainda analisa a última pesquisa do IBGE, que apontou que os preços do leite longevidade subiram mais de 29% cumulativamente nos últimos 12 meses e mais de 28% desde o início do ano. As oito empresas podem ser multadas em até 13 milhões de reais se condenadas em processo administrativo.

A Danone disse em nota que não foi notificada formalmente até o final da reportagem e que “tem altos padrões de ética e transparência em todas as suas práticas”. A Agência Brasil informou que não obteve retorno dos fabricantes Lactalis, Piracanjuba, Laticínios Porto Alegre e Nestlé. Em relação a Italac, Quatá e Vigor, a agência não conseguiu contato até a publicação da matéria.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ressaltou que a caracterização das infrações exige “avaliação do conjunto de informações contidas no rótulo, já que podem estar presentes alertas que permitam ao consumidor entender que a imagem apresentada não remete diretamente à composição do alimento”.

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