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Faustão e outros casos impulsionam doações de órgãos em São Paulo

Distribuição de órgãos é feita de acordo com critérios específicos. Além do aumento nas doações, os procedimentos de transplante também aumentaram

Doação entre vivos é outra modalidade, desde que não haja problemas de saúde
Doação entre vivos é outra modalidade, desde que não haja problemas de saúde - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 01/09/2023, às 20h45

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Os dados recentemente divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revelam um aumento significativo de mais de 10% no número de doadores de órgãos no estado em 2023. De janeiro a 30 de agosto deste ano, 696 doadores se registraram, em comparação com os 631 doadores no mesmo período do ano anterior.

O governo atribui esse aumento às campanhas de conscientização sobre doação de órgãos e aos casos de grande repercussão na mídia. Um exemplo notável foi o transplante de coração realizado no apresentador Fausto Silva, o Faustão, no último domingo (27). O doador, Fábio Cordeiro da Silva, faleceu no sábado (26) devido a um acidente vascular cerebral (AVC).

A semana de 20 a 26 de agosto registrou um aumento notável de 86% no número de doadores, saltando de 15 no mesmo período de 2022 para 28 este ano.

Além do aumento nas doações, os procedimentos de transplante também aumentaram em 10,5% em relação ao ano anterior. São Paulo realizou 5.077 transplantes de órgãos, incluindo coração, fígado, pâncreas, pulmão, rins e córneas, até agora em 2023, em comparação com os 4.592 procedimentos de 2022.

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Doação entre vivos é outra modalidade, desde que não haja problemas de saúde

O processo de doação de órgãos é simples: basta comunicar à família o desejo de ser doador. No caso de pessoas falecidas, a autorização para a doação deve ser concedida por familiares com até o 2º grau de parentesco. As recusas de autorização para doação por parte das famílias caíram de 41% para 38,6% no último ano.

A doação entre vivos é outra modalidade, desde que não haja problemas de saúde que impeçam a doação. No entanto, as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) estabelecem que pessoas com diagnóstico de COVID-19 com menos de 28 dias da regressão completa dos sintomas não podem ser doadores.

O processo de alocação de órgãos é gerenciado pelo Sistema Estadual de Transplantes (Central Estadual de Transplantes). Pacientes que necessitam de transplantes são inscritos em um cadastro técnico, e uma equipe acompanha o processo antes e depois do procedimento.

A distribuição de órgãos é feita de acordo com critérios específicos, como compatibilidade de grupo sanguíneo, ABO, tempo de inscrição do receptor, relações antropométricas entre doador e receptor, e, em casos graves com risco iminente de morte, situações de priorização.

"A cada estado possui sua própria lista de espera, e nenhum paciente pode estar inscrito em duas listas de estados diferentes", destaca a secretaria. O aumento notável de doadores e procedimentos de transplante em São Paulo traz esperança para aqueles que aguardam ansiosamente por uma segunda chance de vida através da doação de órgãos.

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