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Indicador de incertezas volta ao patamar antes da pandemia de covid-19; Entenda a situação

O indicador de incertezas da economia está um nível melhor devido a percepção de maior controle da pandemia de covid-19

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 29/04/2022, às 16h18

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O Indicador de Incerteza da Economia (IEE-Br) é um índice medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) que tem o objetivo de quantificar o nível de incertezas na economia. Quanto mais alto for o índice, pior é a avaliação sobre o risco econômico do país. 

Nesta sexta-feira (29), o IEE-Br caiu 6,4 pontos em abril e alcançou a marca de 114,9 pontos. Este é o menor resultado desde janeiro de 2020, quando tinha registrado 112,9 pontos. Assim, o nível de incerteza da economia voltou ao patamar pré-pandêmico. 

Gráfico do Indicador de Incertezas da Economia do FGV-Ibre

A economista do FGV-Ibre, Anna Carolina Gouveia, destaca que este é um nível bem inferior ao dos piores momentos da crise sanitária, mas que ele ainda está bem elevado ao comparar historicamente. “A convergência a este patamar ocorre exatamente dois anos após o pior momento da crise, e reflete em grande medida a sensação de que a pandemia estaria sob controle”, explica. 

Gouveia ainda ressalta que o nível de incerteza poderia estar um pouco melhor, mas a crise no leste europeu, com a Guerra na Ucrânia, impactou nos resultados do mês de abril. 

“A tendência do IIE-Br para os próximos meses dependerá da continuidade da sensação de retorno à normalidade pré-pandemia e dos desdobramentos das tensões geopolíticas. Seguirão também no radar nos próximos meses fatores como a inflação e as eleições presidenciais”, afirma a economista.

Confira os resultados do indicador de incertezas da economia

Os dois componentes do Indicador de Incerteza caminharam em sentidos opostos em abril. O componente de Mídia caiu 8,3 pontos, para 113,6 pontos, menor nível desde fevereiro de 2020 (113,0 pts). A queda deste componente contribui negativamente em 7,2 pontos para o índice agregado. 

Já o componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, subiu 3,8 pontos, para 114,0 pontos, contribuindo positivamente em 0,8 ponto para a evolução na margem do IIE-Br.

“A alta do componente de Expectativa foi motivada pelo aumento da dispersão das previsões dos especialistas de mercado para a inflação e o câmbio. A política monetária do Banco Central de alta dos juros tem sinalizado fortemente seu objetivo em conter a inflação, porém a alta dos preços mundial, motivada pela pandemia e intensificada pela guerra na Ucrânia, pode ter influenciado na maior heterogeneidade das previsões no horizonte de 12 meses”, explica Gouveia.

A especialista ainda diz que o cenário externo, como o conflito russo-ucraniano e a política monetária dos EUA, também influenciaram negativamente no indicador. Uma vez que estes acontecimentos provocam maior dispersão das previsões do câmbio e aumentam o nível de incertezas.

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