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Ipea Surpreende: julho registra deflação para famílias de renda muito baixa

Dados divulgados pelo Ipea nesta terça-feira (15) apontam para deflação de 0,28% em julho para famílias de renda muito baixa; Veja todos os números

Notas de dinheiro
Notas de dinheiro - Canva
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 16/08/2023, às 10h49

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira (15) trouxe um dado surpreendente. Em julho, foi registrada deflação de 0,28% no segmento de renda muito baixa, já famílias de renda alta apresentaram alta inflacionária de 0,50%.  

No período acumulado até julho deste ano, observa-se que as famílias de menor renda estão experimentando a menor taxa de inflação (2,2%), contrastando com os domicílios de renda mais elevada, que apresentaram a maior variação registrada (3,5%).

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Veja o que contribuiu para deflação 

Uma análise detalhada dos grupos permite identificar que os principais fatores que contribuíram para um alívio inflacionário em julho foram os segmentos de alimentos e bebidas, bem como habitação.

No que se refere ao segmento de alimentos e bebidas, merece destaque uma significativa diminuição nos preços dos alimentos consumidos no lar, o que gerou uma notável redução nos índices inflacionários, especialmente para as famílias de renda mais baixa, devido à relevância desses itens em suas despesas cotidianas. 

Algumas das quedas de preços mais expressivas foram observadas nos produtos como cereais (-2,2%), carnes (-2,1%), aves e ovos (-1,9%) e leites e derivados (-0,89%).

No contexto do grupo "habitação", é interessante notar que os estratos de menor poder aquisitivo também foram os mais beneficiados com a queda acentuada de 3,7% nas tarifas de energia elétrica, o que contribuiu para um alívio adicional nos gastos familiares.

Gasolina impulsiona inflação em julho

O aumento de 4,8% no preço da gasolina foi o principal fator que impulsionou a inflação no grupo "transportes", exercendo a maior influência positiva sobre a taxa de inflação em julho. 

Esse aumento afetou todas as classes de renda pesquisadas. Nas famílias de renda mais alta, além do impacto mais significativo do aumento dos combustíveis, as altas de 4,8% nas passagens aéreas e de 10,1% no aluguel de veículos também contribuíram para que a pressão inflacionária do grupo "transportes" anulasse os efeitos negativos decorrentes da queda nos preços dos alimentos e das tarifas de energia elétrica.

Esse cenário de pressão inflacionária nas faixas de renda mais elevadas também é refletido nos aumentos de 0,78% nos planos de saúde e 0,51% nos serviços de recreação, que tiveram impacto positivo nos grupos "saúde" e "despesas pessoais".

Quando comparado com julho de 2022, o estudo demonstra que, apesar da trajetória mais favorável dos preços dos alimentos (com uma queda de 0,72% em relação a uma variação de 1,5% em 2022), houve um agravamento na inflação para todas as outras faixas de renda. 

Esse desempenho menos favorável da inflação atual, em comparação ao ano anterior, foi especialmente pronunciado nas faixas de renda mais alta. Isso se deve, principalmente, à diferença entre o aumento de 4,2% nos preços dos combustíveis em 2023 e a acentuada queda de 14,2% resultante da desoneração ocorrida no mesmo período de 2022. 

Da mesma forma, a redução dos impostos sobre as tarifas de energia elétrica no ano passado explica por que a queda de 5,8% observada em julho de 2022 foi mais acentuada do que a registrada neste ano (-3,9%).

De acordo com o Ipea, ao analisar os dados acumulados em um período de 12 meses, todas as classes de renda experimentaram um aumento nas taxas de inflação. As famílias de renda muito baixa apresentaram a menor variação no período (3,4%), enquanto a mais alta foi observada no segmento de renda alta (5,1%). 

Analisando as contribuições específicas por grupos, a maior pressão inflacionária nos últimos 12 meses encontra-se no grupo de "saúde" e "cuidados pessoais", sendo impactado pelos aumentos de 6,2% nos preços dos produtos farmacêuticos, 12,3% nos artigos de higiene e 14,1% nos planos de saúde.

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