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Juventude x Envelhecimento: dois estados brasileiros são extremos da pirâmide etária

Combinação de menos nascimentos e uma maior saída de pessoas em idade produtiva contribui para o envelhecimento acelerado. Veja as diferenças marcantes na faixa etária das populações

Veja as diferenças marcantes na faixa etária das populações
Veja as diferenças marcantes na faixa etária das populações - Canva/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 27/10/2023, às 19h15

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O Censo de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destaca diferenças marcantes na faixa etária das populações dos estados do Norte e do Sul do Brasil. Roraima, na região Norte, revelou-se como o estado com os brasileiros mais jovens, enquanto o Rio Grande do Sul, no extremo Sul do país, abriga a população mais envelhecida.

Conforme o IBGE, a mediana de idade em Roraima é de 26 anos, o que significa que metade da população roraimense tem até 26 anos, enquanto a outra metade tem mais do que isso. Este estado também é o mais jovem, com 29,2% da população composta por jovens até 14 anos, e possui o menor índice de envelhecimento do país, registrando 17,4%.

O elevado índice de fecundidade em Roraima, com uma média de 2,6 filhos por mulher, é apontado pelo IBGE como uma explicação para essa juventude. Este indicador está fortemente relacionado à presença de populações indígenas no estado, que tendem a ter taxas de fecundidade mais altas em comparação a outros grupos populacionais.

Além disso, Roraima mantém um saldo migratório positivo, notavelmente devido à entrada de venezuelanos nos últimos anos.

IBGE observa que o Rio Grande do Sul possui um saldo migratório negativo

Por outro lado, o Rio Grande do Sul se destaca como o estado com a população mais envelhecida, abrigando 14,1% de idosos e registrando um índice de envelhecimento de 80,4. Nesse cenário, as taxas de fecundidade no estado são baixas e têm diminuído ao longo do tempo, conforme indicado pelas edições anteriores do censo.

Em 2010, a taxa de fecundidade no Rio Grande do Sul era de 1,7 filho por mulher, em contraste com a média nacional de 1,9. O IBGE observa que o estado possui um saldo migratório negativo, o que significa que mais pessoas deixam o estado para morar em outras regiões do que chegam.

Essa combinação de menos nascimentos e uma maior saída de pessoas em idade produtiva contribui para o envelhecimento acelerado da população gaúcha.

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