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Letalidade policial despenca 85% após uso de câmeras em SP

Dados obtidos com exclusividade por jornal revelam redução da letalidade policial após uso de câmeras acopladas ao uniforme de militares. Saiba mais

Um militar com câmera acoplada ao uniforme
Um militar com câmera acoplada ao uniforme - Divulgação - Letalidade policial
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 30/01/2023, às 17h50

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A letalidade policial despencou 85% após o uso de câmeras em São Paulo, é o que revela os dados inéditos obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo dos últimos sete meses do ano passado, em comparação ao mesmo período de 2020. 

Os registros são referentes às 18 unidades da Polícia Militar (PM), na capital, litoral e interior. A redução, em boa parte, foi obtida por meio do uso de câmeras "grava tudo" nos batalhões integrantes do programa Olho Vivo, medida do Governo do Estado que foi expandida em junho de 2021.  

Ainda de acordo com os dados obtidos pelo jornal, de 1º de junho a 31 de dezembro de 2020, houve 110 mortes que foram decorrentes de intervenção policial nos batalhões citados. Ano passado, no mesmo período foram 17. Em 2019, foram registradas 165 mortes, o que representa uma queda de 90%. 

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PM matou menos com câmeras nos uniformes 

Até o início do ano passado, o batalhão Rota, um dos mais letais e de elite da PM, também passou a usar as câmeras acopladas. Segundo os dados oficiais, a redução representou 89%. 

Ainda segundo a Folha, em números absolutos, os PMS da Rota mataram apenas 4 pessoas decorrente de intervenção policial com as câmeras acopladas ao uniforme. Já nos últimos sete meses de 2020 foram mortas um total de 35 pessoas. 

No mesmo período em 2019, foram 52 mortes. Ao comparar os sete meses finais de 2021, representa uma queda de 92%. Até os militares passarem a utilizar câmeras, a Rota desde 2016, acumulava 386 mortes. 

Ouvido pela Folha, o major Rodrigo Cabral, porta-voz da PM, afirmou que a redução da letalidade na PM do Estado de São Paulo não pode apenas ser atrelada ao uso das câmeras, mas de um conjunto de medidas que foram implementadas pelo comando da corporação. 

Ainda sobre o assunto, Cabral afirma que "nas demais unidades, que ainda não utilizam as COPs [câmeras corporais], também verificamos uma redução acentuada da letalidade", disse.

*Com informações do Jornal Folha de S. Paulo 

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