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Lula critica preços de carros no Brasil: “Qual pobre pode comprar um carro popular de R$ 90 mil?”

Lula defendeu a necessidade de produzir veículos com preços mais compatíveis. O presidente voltou a criticar o Banco Central e disse ser necessário buscar soluções para a alta taxa de juros

Lula diz ser necessário discutir e buscar soluções para a alta taxa de juros
Lula diz ser necessário discutir e buscar soluções para a alta taxa de juros - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 04/05/2023, às 19h10

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O presidente Lula fez críticas nesta quinta-feira (4) aos preços dos carros no Brasil e à taxa de juros mantida pelo Banco Central. Durante discurso no Conselhão, que reúne 246 personalidades da sociedade civil, Lula afirmou que a venda de automóveis no país está em baixa e que um carro popular de R$ 90 mil não é acessível para os pobres, mas sim para a classe média.

“A fábrica de automóveis não está vendendo bem, mas qual pobre pode comprar um carro popular de R$ 90 mil?”, questionou o presidente. Lula defendeu a necessidade de produzir veículos com preços mais compatíveis e com prestações mais acessíveis, sem detalhar planos do governo para o setor.

As vendas de automóveis no país registraram uma queda de 18,7% em abril na comparação com março, mesmo estando em um patamar melhor do que há um ano.

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Lula diz ser necessário discutir e buscar soluções para a alta taxa de juros

Além disso, o presidente criticou a taxa de juros mantida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central em 13,75%, afirmando que é preciso falar mais sobre o tema no país. Segundo Lula, todos podem falar de tudo, menos de juros, e que parece que um homem sozinho sabe mais do que a cabeça de 215 milhões de pessoas.

"É engraçado, é muito engraçado o que se pensa neste país. Todo mundo aqui pode falar de tudo, só não pode falar de juros. Todo mundo tem que ter cuidado. Ninguém fala de juros, como se um homem sozinho pudesse saber mais do que a cabeça de 215 milhões de pessoas", disse se referindo ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Ele afirmou que é necessário discutir e buscar soluções para a alta taxa de juros, que tem impacto na renda e no emprego da população. A taxa de juros é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação do país. Quando os juros sobem, o empréstimo fica mais caro e a economia "esfria", mas a consequência é uma redução na expansão da renda e do emprego.

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