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Parcelamento sem juros vai acabar? Sebrae alerta sobre consequências para famílias brasileiras

Movimento composto por 11 entidades, incluindo o Sebrae, foi lançado para defender a manutenção do parcelamento sem juros. Veja detalhes

Sebrae alerta sobre os impactos negativos que essa medida poderia ter no consumo das famílias
Sebrae alerta sobre os impactos negativos que essa medida poderia ter no consumo das famílias - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 29/11/2023, às 15h37

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O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Jr, ressaltou em entrevista à CNN a preocupação do setor com o possível impacto no parcelamento sem juros diante do fim do rotativo do cartão de crédito. Solmucci alerta que os bancos não devem transferir a perda de receita, resultante da diminuição dos juros para inadimplentes, para as tarifas cobradas nas transações parceladas sem juros.

Segundo o presidente da Abrasel, a falta de clareza sobre os custos para pequenos e médios comerciantes torna a eliminação do parcelamento sem juros, prejudicial para todo o comércio. Ele defende que os bancos absorvam o prejuízo, evitando, repasses para os pequenos e médios empresários, que, segundo ele, não teriam acesso a linhas de crédito competitivas para oferecer parcelamentos em itens mais caros.

Solmucci argumenta a favor da concorrência entre os bancos, propondo que eles não sejam compensados com tarifas e destaca a importância de evitar tarifas ocultas que garantam lucros aos bancos em detrimento dos consumidores.

Sebrae alerta sobre os impactos negativos que essa medida poderia ter no consumo das famílias

O presidente da Abrasel destaca a discrepância entre grandes varejistas que podem obter linhas de crédito próprias e os pequenos comerciantes, que, ao venderem produtos parcelados, enfrentam desafios para acessar crédito disponível, recorrendo muitas vezes a grandes fornecedores ou bancos.

A preocupação com o fim do parcelamento sem juros não é exclusiva do setor de bares e restaurantes. O presidente do Sebrae, Décio Lima, também alertou sobre os impactos negativos que essa medida poderia ter no consumo das famílias e na sustentabilidade das micro e pequenas empresas, que representam 94% das empresas brasileiras e geram 55% dos empregos formais.

Um movimento composto por 11 entidades, incluindo o Sebrae, foi lançado para defender a manutenção do parcelamento sem juros. O contexto das elevadas taxas de juros do rotativo do cartão de crédito, que chegaram a 450% ao ano, levou bancos a defenderem a limitação ou extinção da modalidade para conter a inadimplência.

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