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Pnad: Desemprego cai para 11,2% e tem a menor taxa desde 2016, diz IBGE

Apesar da queda na taxa de desemprego, a renda média do trabalhador derreteu 9,7%, em comparação a fevereiro de 2021, com um valor de R$ 2,4 mil

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 18/03/2022, às 10h56

Pnad: Desemprego cai para 11,2% e tem a menor taxa desde 2016, diz IBGE
Pnad: Desemprego cai para 11,2% e tem a menor taxa desde 2016, diz IBGE - Divulgação
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A taxa de desemprego recuou 0,9% no trimestre encerrado em janeiro e alcançou a marca de 11,2%. A menor taxa para o período desde 2016, quando registrou  9,6%. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (18), pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, a população desocupada foi de 12 milhões de pessoas, uma diminuição de 6,6% na comparação com o resultado anterior. Este número representa uma redução de 858 mil pessoas. 

Ao comparar com o mesmo período de 2021, a queda foi mais acentuada, em que houve um decréscimo de 18,3%, que representa 2,7 milhões de pessoas a menos em busca de trabalho. 

A pesquisa indica que cerca de 95,4 milhões de pessoas estavam ocupadas, um aumento de 1,6%. Já o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 55,3%, um acréscimo de 0,7% em relação ao trimestre anterior.

A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, diz que o setor de comércio ajudou positivamente na diminuição da taxa de desemprego. “A expansão do comércio indica a manutenção da tendência de crescimento dessa atividade, principalmente, a partir do 2º semestre de 2021. No trimestre atual, a população ocupada no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (18,4 milhões de pessoas) já supera a registrada no período pré-pandemia (trimestre móvel de dez-jan-fev de 2020) ”, afirma.

Com exceção dos setores de transportes, correio e armazenagem e do setor dos serviços domésticos, as atividades de serviços também apresentaram crescimento no trimestre. Logo, o avanço dos serviços influenciaram no resultado da pesquisa.

Aumento no número de trabalhadores 

O número de empregados com carteira de trabalho assinada, com exceção dos trabalhadores domésticos, foi de 34,6 milhões de pessoas, um crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior. Este número aponta que mais de 681 mil pessoas conseguiram um emprego.  

Beringuy destaca que o mês de janeiro manteve a tendência de retomada dos empregos com carteira assinada. “O resultado neste índice é relevante e demonstra a repetição do movimento de expansão verificado no segundo semestre do ano passado”, explica.

Ela ainda informa que no trimestre encerrado em outubro, a alta foi de 4,1%, enquanto a taxa de julho mostrou alta de 3,1%. Entre as atividades, destacou-se o crescimento da carteira de trabalho no trimestre atual no comércio e na indústria.

Na comparação com 2021, o crescimento é de 9,3% (ou mais 2,9 milhões de ocupados com carteira), com influência do comércio, da indústria e do setor de alojamento e alimentação.

Queda na informalidade e renda média

Sobre a informalidade, o mês de janeiro registrou 38,5 milhões de trabalhadores informais, com 40,4% da população ocupada. A taxa é menor do que foi apresentada no trimestre anterior, que foi de 40,7%, mas segue maior do que a taxa informada em 2021, que foi de 39,2%.

Apesar da queda da informalidade, o rendimento médio também diminuiu. De acordo com a Pnad Contínua, caiu 1,1% em comparação ao último trimestre e o recuou foi ainda maior em comparação com o mesmo período do ano passado, de 9,7%. A média na remuneração ficou em R$ 2.489. Nenhuma categoria apresentou alta no rendimento.

Na indústria, houve queda de 4,1%, ou menos R$ 102, mesmo com alta na ocupação com empregos com carteira. “A retração dos rendimentos, que costuma ser associada ao trabalhador informal, esteve disseminada para outras formas de inserção e não apenas às relacionadas à informalidade”, explica Beringuy.

“Embora haja expansão da ocupação e mais pessoas trabalhando, isso não está se revertendo em crescimento do rendimento dos trabalhadores em geral”, conclui. Também houve diminuição no setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: queda de 2,1%, ou menos R$ 76

Número de trabalhadores sem carteira cresce

Apesar da queda de informalidade, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado registrou alta no trimestre estudado. Ao todo, foram 12,4 milhões de pessoas, um aumento de 3,6% ou 427 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a alta é de 19,8% ou mais 2 milhões de pessoas.

Enquanto que o número de trabalhadores por conta própria ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas subiu 10,3% no ano e chegou a 25,6 milhões de pessoas, enquanto o número de trabalhadores domésticos foi de 5,6 milhões de pessoas – estável no confronto entre períodos, mas 19,9% maior que no período do ano anterior.

O número de empregadores foi de 4 milhões de pessoas e o número de empregados no setor público foi 11,4 milhões de pessoas.

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