Prefeitura de SP deve contratar 5 mil mães de alunos para trabalhar nas escolas

As mães de alunos trabalharão nas escolas municipais e devem receber um salário de R$ 1 mil durante um período de seis meses

Redação
Publicado em 16/02/2021, às 09h33 - Atualizado às 13h57

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Divulgação Secretaria Educação São Paulo

A prefeitura de São Paulo anunciou que irá contratar cinco mil mães de alunos para trabalhar na rede pública municipal na volta às aulas durante a pandemia de coronavírus. As profissionais devem atuar como agentes de protocolos de saúde.

As mães serão responsáveis em medir a temperatura dos estudantes na entrada, higienização dos equipamentos de uso coletivo e fiscalização do cumprimento das medidas de distanciamento social, além do uso correto das máscaras e álcool em gel.

As profissionais receberão um salário de R$ 1.155,00 durante um período de seis meses. A carga horária será de 30h semanais, divididas em 24 horas de atividades nas frentes de trabalho e seis horas destinadas a cursos de qualificação profissional. Apesar do anúncio, a prefeitura ainda está elaborando o modelo do projeto, embora já esteja definido que ele será voltado para mulheres desempregadas. 

Cada uma das unidades da rede municipal de ensino deverá manter três mulheres selecionadas para o projeto. "Além de promover a inclusão social e econômica das beneficiárias, o projeto visa à capacitação profissional dessas mulheres, algo que as ajude na reinserção definitiva ao mundo do trabalho", afirmou o secretário municipal de Educação, Fernando Padula.

Entre as funções desempenhadas pelas inscritas no programa está a constante conscientização e orientação com respeito às normas de distanciamento social e ao cumprimento das determinações dos protocolos sanitários. As vagas serão distribuídas entre unidades educacionais espalhadas pelas 13 Diretorias Regionais de Ensino (DREs). O secretário de Educação reforçou que essas mulheres não substituirão os trabalhadores efetivos ou terceirizados que atuam nas unidades educacionais.

São pré-requisitos para aderir ao projeto ter mais de 18 anos, residir na cidade de São Paulo, estar desempregada há mais de quatro meses, não receber benefícios como seguro-desemprego e não ter renda familiar superior à metade do valor do salário mínimo. "Em uma situação de emergência como a que vivemos hoje, cabe ao poder público adotar medidas com a finalidade de capacitar trabalhadores desempregados e garantir um mínimo necessário à sobrevivência das famílias", destacou Padula.

No total, serão aplicados R$ 34,7 milhões no projeto de contratar as mães desempregadas, desenvolvido por meio do POT (Programa Operação Trabalho).

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