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São Paulo: greve nas Escolas Técnicas e Faculdades de Tecnologia ganha força

90 unidades das escolas técnicas e faculdades de tecnologia de São Paulo entraram em greve nesta terça-feira (8) por tempo indeterminado. Saiba mais

Faculdade de Tecnologia (Fatec)
Faculdade de Tecnologia (Fatec) - Goveno de Estado de São Paulo
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 08/08/2023, às 16h31

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Ao menos 90 unidades das 310 das escolas técnicas estaduais (Etecs) e faculdades de tecnologia (Fatecs) do estado de São Paulo entraram em greve nesta terça-feira (8) por tempo indeterminado.

Segundo publicação da Agência Brasil, professores e funcionários das unidades educacionais aderiram ao movimento que ocorre em todo o estado, assim como também informou o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps).

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Veja reivindicações

Os trabalhadores estão demandando um reajuste salarial que reflita a inflação, uma data definida para o pagamento do bônus da educação e a conclusão das discussões sobre o desenvolvimento profissional. Em 13 de julho, os trabalhadores realizaram uma paralisação de um dia como forma de alerta.

A secretária-geral do Sinteps, Neu Santana Alves, informou à Agência Brasil, que o sindicato está entrando em greve porque a pauta não foi atendida. Além disso, ela destacou que o reajuste salarial ficou aquém do esperado, que seria ao menos para repor a inflação. 

"O bônus não tem ainda uma data correta para o pagamento, e a questão da carreira, que era para fechar a discussão em junho e ir para o governo estadual, ainda não tem data. E já estamos tentando esse diálogo desde janeiro”, disse Alves.

Ainda de acordo com Neusa Alves, quando o governo estadual anunciou um aumento de até 34% para os salários na área de segurança, a categoria acreditou que receberia pelo menos um aumento de 15%, porém a oferta foi de apenas 6%.

"Quando o governo mencionou que iria avaliar os valores para os demais setores, nós já tínhamos a expectativa de que não seria algo substancial, mas que ao menos cobriria a inflação do período. A frustração é generalizada", relata. 

Neusa enfatizou que o descontentamento é agravado pelo fato de que durante a pandemia de covid-19, todos os servidores abriram mão de seus benefícios, como a sexta parte e quinquênios, entre outros, e esses não foram restabelecidos como se esperava.

"Na realidade, não houve compromisso tanto do governo anterior quanto do atual. Tudo isso contribuiu para agravar ainda mais o problema do congelamento dos salários", enfatizou a secretária-geral do Sinteps. 

Protesto 

Ainda segundo a publicação da agência, na tarde de hoje, os docentes e colaboradores se reunirão nas instalações da Fatec, localizada na Praça Coronel Fernando Prestes, número 74. O edifício abriga também a sede do Sinteps.

A partir desse ponto, seguirão em uma marcha pela Avenida Tiradentes, com destino à administração central do Centro Paula Souza, situada na Rua dos Andradas, número 140, no bairro Santa Ifigênia.

O sindicato tem como propósito ao realizar essa manifestação no campus da Fatec expressar a sua indignação perante a decisão do governo estadual de ceder as dependências do edifício a uma instituição de ensino superior privada. 

Além de reiterar os quatro principais focos da greve (reajuste, bônus, desenvolvimento profissional e preservação das escolas do centro), o evento também tem o propósito de aumentar a conscientização acerca da batalha contra a concessão do prédio histórico, com o apoio de associações estudantis.

Sobre o assunto, até o momento, não houve posicionamento por parte do governo estadual em relação a essa questão.

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