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Síndrome respiratória grave: aumenta o número de casos em crianças, diz Fiocruz

Estados mostram sinais de aumento na infecção de síndrome respiratória grave. Segundo a Fiocruz, esses eventos estão associados principalmente ao vírus VSR

Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 14/04/2022, às 19h14 - Atualizado às 19h29

Estados mostram sinais de aumento na infecção de síndrome respiratória grave
Estados mostram sinais de aumento na infecção de síndrome respiratória grave - Agência Brasil
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Um boletim semanal do Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta para o aumento de casos de síndrome respiratória grave (SARS) em crianças. A nova edição, disponibilizada no Rio de Janeiro, afirma que esses eventos estão associados principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR) na faixa etária de 0 a 4 anos. Em crianças de 5 a 11 anos, os casos foram causados ​​principalmente por infecções por Covid-19 e rinovírus.

De acordo com a Fiocruz, vários estados mostraram sinais de um aumento significativo nas taxas de infecção infantil por síndrome respiratória grave desde fevereiro. No entanto, a curva de caso sugere que um platô, um quadro de estabilização em níveis elevados, provavelmente deverá ser formado.

A pesquisa fornece análises para as próximas três semanas (curto prazo) e as próximas seis semanas (longo prazo). Das 27 unidades federativas, 9 mostram sinais de crescimento na tendência de longo prazo: Acre, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Outros mostram sinais de declínio ou estabilização.

A síndrome respiratória é uma complicação frequentemente associada ao agravamento de certas infecções virais. Os pacientes podem apresentar sintomas como desconforto respiratório e diminuição da saturação de oxigênio.

O novo boletim coleta dados da semana epidemiológica de 3 a 9 de abril. A investigação levou em consideração as notificações registradas no Sivep-gripe, sistema de informação mantido pelo Ministério da Saúde e disponibilizado por estados e municípios.

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Notificações de síndrome respiratória grave aumentaram desde a pandemia

O país tem visto um aumento nas notificações de SARS nos últimos anos devido à pandemia de Covid-19. Em 2020, a transmissão da doença foi responsável por 97% dos casos positivos em laboratório para certos vírus respiratórios. Atualmente, esse percentual é baixo: até 2022, 86,1% dos incidentes estão relacionados ao coronavírus.

Nas últimas quatro semanas, a Covid-19 esteve associada a 41,6% das notificações. No mesmo período, o VSR contribuiu com 36,7% dos casos. No entanto, quando foram observados apenas os casos que se tornaram óbitos nessas quatro semanas, 83,4% estavam relacionados à Covid-19 e apenas 7,4% estavam relacionados ao VSR.

Um total de 22.645 mortes relacionadas a síndrome respiratória grave foram registradas em 2022. O número de casos ocorridos ao longo do ano foi de 112.087. Desse total, 55,7% testaram positivo para algum vírus respiratório. A íntegra do boletim pode ser encontrada no portal da Fiocruz.

*Estagiário sob supervisão do jornalista Jean Albuquerque

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