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Tipo específico de gordura no corpo pode aumentar o risco de Alzheimer, indica estudo

Os níveis de gordura foram medidos por ressonância magnética. Pesquisa será apresentada na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA)

Pesquisa será apresentada na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA)
Pesquisa será apresentada na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA) - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 21/11/2023, às 08h15

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Pesquisadores do Mallinckrodt Institute of Radiology da Washington University School of Medicine realizaram um estudo inovador que revela uma conexão direta entre a gordura visceral e o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Diferentemente de pesquisas anteriores que relacionaram o índice de massa corporal (IMC) à atrofia cerebral, este estudo destaca a relação específica entre a gordura visceral, aquela presente nas profundezas do abdômen e envolve os órgãos internos, e a proteína real da doença de Alzheimer.

A pesquisa, que será apresentada na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA) entre 26 e 29 de novembro, envolveu 54 participantes saudáveis, com idades entre 40 e 60 anos, todos com um IMC médio de 32, indicando obesidade.

Os níveis de gordura visceral foram medidos por ressonância magnética abdominal, e os participantes foram submetidos ao PET scan para investigar a captação das proteínas beta-amiloide e tau.

Níveis mais elevados de gordura visceral estavam ligados ao aumento da inflamação cerebral

Os resultados mostraram uma associação significativa entre a maior captação de amiloide no córtex pré-cuneus, uma região do cérebro afetada precocemente pela formação de placas de beta-amilóide na doença de Alzheimer, e uma maior proporção de gordura visceral em relação à gordura subcutânea. Curiosamente, essa associação foi mais pronunciada em homens do que em mulheres.

Os pesquisadores também identificaram que níveis mais elevados de gordura visceral estavam ligados ao aumento da inflamação cerebral. Mahsa Dolatshahi, pesquisadora de pós-doutorado no MIR e coautora do estudo, explicou que as secreções inflamatórias da gordura visceral podem desencadear a inflamação no cérebro, um dos principais mecanismos que contribuem para a doença de Alzheimer.

Cyrus A. Raji, coautor do estudo, destacou a importância dessas descobertas, afirmando que as mudanças cerebrais associadas à gordura visceral começam a ocorrer por volta dos 50 anos, até 15 anos antes dos primeiros sintomas de perda de memória da doença de Alzheimer.

A doença de Alzheimer, que afeta o funcionamento do cérebro e leva ao desenvolvimento de demência, está associada ao acúmulo de proteínas amiloide e tau. Essas proteínas se agrupam em estruturas chamadas placas e emaranhados, prejudicando e obstruindo o funcionamento cerebral.

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