JC&E entrevista o candidato Levy Fidelix (PRTB)

Candidato promete pagar condignamente a professores e especialistas, além de atribuir recursos generosos à educação de jovens e adultos, a fim de erradicar o analfabetismo até 2016

Redação
Publicado em 28/09/2012, às 10h43

Nascido em Mutum (MG) no dia 27 de dezembro de 1951, José Levy Fidelix da Cruz é empresário, professor e jornalista, além de ser fundador e presidente do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). É autor de diversos projetos, entre eles o aerotrem, o anelviário e um projeto de trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Jornal dos Concursos & Empregos: Qual a sua principal plataforma de governo?

Levy Fidelix - Mobilidade urbana, saúde e educação. A educação é o caminho, antes que o país afunde de vez na ignorância, miséria e violência.

JC&E - Em pesquisa recente, a saúde pública municipal foi apontada como o principal problema da cidade de São Paulo. O senhor tem planos específicos para aumentar o número de profissionais e, consequentemente, melhorar o atendimento à população? E quanto aos funcionários temporários, o senhor pretende manter esse tipo de contratação?

LF - A desospitalização é uma tendência mundial. O atendimento domiciliar equivale ao prestado pelo hospital, com a vantagem de ser feito no ambiente da pessoa e dela, aí, receber todo o carinho e as atenções de seus entes mais queridos. Uma pessoa da família é especialmente treinada para prestar o atendimento necessário ao doente, sendo responsável por cuidar dele durante o tratamento. O tratamento domiciliar oferece muitas vantagens tanto aos doentes quanto às famílias e, mesmo, à comunidade. Assim, o paciente, quando está em casa, não corre o risco de contrair uma infecção hospitalar. Com a desospitalização, existe uma diminuição da média de permanência dos doentes no ambiente hospitalar e o consequente aumento do número de leitos oferecidos à comunidade. O PASP – Plano de Atendimento à Saúde do Paulistano, um novo modelo de Gestão nos Pronto-Socorros e Hospitais da Municipalidade. A contratação de motomédicos, motoenfermeiros e motoremédios para agilizar os casos de emergência.

JC&E - A atual gestão acaba de abrir um novo concurso para professor da rede municipal de ensino, cujos aprovados devem ser contratados já sob a nova administração. No seu governo, como pretende abordar a valorização da carreira do magistério e evitar a falta/evasão de professores nas escolas públicas?

LF - Vou retomar com a Cartilha Caminho Suave, da educadora paulista, Branca Alves de Lima, que alfabetizou 48 milhões de brasileiros, também o retorno do Orientador Educacional e das merendeiras, evitando as “máfias” da merenda escolar. Vou propor o Pacto Municipal de Educação: pagar condignamente a professores e especialistas; atribuir recursos generosos à educação de jovens e adultos, a fim de erradicar o analfabetismo até 2016; utilizar na educação, inclusive à distância, os modernos recursos da tecnologia, como rádio, televisão, computador e satélite; dar prioridade à educação pré-escolar, com um amplo programa de assistência pedagógica e médico-odontológica; reduzir os índices de evasão e repetência no ensino fundamental, criando novos estímulos para a permanência das crianças nas escolas municipais; acabar com a praga do absenteísmo, que leva 4 milhões de crianças na faixa dos 7 aos 14 anos de idade a não frequentar escolas; aproximar o ensino médio do mundo do trabalho, com o orientador educacional, acompanhado de aconselhamento vocacional, abrindo chances de estágio nas empresas e no mercado de trabalho, adotando-se o moderno conceito de politecnia; garantir o ensino gratuito a todos os estudantes que demonstrem falta ou insuficiência de recursos, inclusive distribuindo bolsas para estimular a sua formação; reformar profundamente o ensino fundamental, exigindo a qualidade reclamada pela sociedade paulistana; fazer da educação uma prioridade efetiva na atribuição de recursos financeiros.

JC&E - O que os servidores municipais podem esperar da sua gestão? Como o senhor vê a política de valorização no serviço público municipal?

LF - Reconhecimento. É recomendável que os servidores públicos se permitam buscar novas formas de desenvolvimento de tarefas, o que pode vir a transformá-los em pessoa proativas, que não se satisfaçam com a primeira resposta obtida e que saiam em busca de alternativas, a fim de estarem sempre preparados para novos desafios. Nesse sentido, os servidores públicos também se preocupam com os desafios das mudanças. O profissional de hoje tem que ser eclético. É preciso que cada servidor público municipal reconheça até que ponto é capaz de ir e nunca se conformar com que já conquistou.

JC&E - A Guarda Civil Municipal não realiza concurso público desde 2004 e está com o efetivo bastante defasado – por lei a GCM pode ter até 15 mil servidores e conta atualmente com cerca de 6.500. Um novo concurso é aguardado desde o final de 2009, mas o órgão alega não ter verba para realizar a seleção. Quais e como deverão ser os investimentos na área de segurança urbana durante o seu mandato?

LF - Minhas propostas para a GCM: nova lei de remuneração dos guardas e aprimoramento do plano de carreira, aumento do efetivo, contratação de veículos de apoio (trailer) com sanitários e sala de refeição, aquisição de novos uniformes, armamento moderno e novas motocicletas, implantação do sistema digital de telecomunicação e aquisição de rádios para todos os guardas em atividade operacional. É minha prioridade na área de segurança. Os GCMs irão trabalhar no trânsito, parques, jardins e prédios públicos e vou acabar com a terceirização na área de segurança.

JC&E - Como o senhor encara a falta de qualificação profissional em São Paulo e quais ações e projetos pretende colocar em prática para capacitar os trabalhadores?

LF - Convênios com o Sistema “S” na qualificação dos trabalhadores.  Há outra discussão relevante, sobre a natureza jurídica e a legalidade das Instituições de Educação Superior (IES) do Sistema "S": Sesi, Senac e Sesc. Essa discussão ficou complicada porque comprovamos que eles funcionam como IES privadas, pois cobram mensalidades a preços de mercado e hoje já possuem extensa rede nacional. Mas eles vivem de subsídio público e não oferecem serviços apenas para os trabalhadores de cada respectivo setor que contribui com parcela de sua folha de salários. Admitem todo e qualquer estudante que seja aceito. Se é público, não deveria cobrar mensalidades. Se é privado, não deveria se valer do dinheiro que é retirado da folha dos trabalhadores para montar as estruturas maravilhosas que têm. O MEC não se deu conta de que o estatuto deles não continha a possibilidade de abrirem faculdades e centros universitários, mas a possibilidade de oferta de educação profissional. Na educação profissional eles também cobravam e o MEC fez um acordo para o Sistema "S" dar gratuidade até 2011. Houve um ajuste. Mas esqueceram do ensino superior, que não faz parte do acordo. Somos a favor de que o Sistema "S" possa oferecer educação superior, mas a questão é quem vai pagar. Seria interessante que eles pudessem oferecer educação gratuita.

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