Por decreto, SEE SP reavaliará concurso de 15 mil vagas

Decreto do governador João Doria determina que todos os concursos autorizados, mas ainda sem editais publicados deverão ser reavaliados pelas respectivas pastas

JC Concursos - Fernando Cezar Alves - Informe o Erro
Publicado: 08/01/2019 - 10:54 | Atualizado: 08/01/2019 - 10:54

Quem pretende participar do novo concurso público da  Secretaria Estadual da Educação de São Paulo (SEE/SP)  para o cargo de professor PEB II, autorizado em 21 de agosto pelo ex-governador Márcio França, deverá ter mais um pouco de paciência. Acontece que a seleção deverá sofrar alguma atraso, em decorrência do decreto 64.069, publicado em diário oficial pelo governador João Doria em 3 de janeiro, que dispõe sobre medidas de redução de despesas com pessoal e encargos sociais. O documento determina, em seu artigo dois, que  "as autorizações de abertura de concursos públicos cujas inscrições ainda não tenham sido iniciadas deverão ser reavaliadas pelas respectivas secretarias de governo".

Isto não significa que o concurso já autorizado deixará de ocorrer, mas precisará de uma nova análise para que possa ter prosseguimento. Vale lembrar que a necessidade de contratação de pessoal no órgão é considerada imprescindível, condição já assumida tanto pelo governador quanto pelo secretário de educação, Rossieli Soares. De acordo com o último levantamento funcional, divulgado em 28 de abril de 2018, tendo como base até 31 de dezembro de 2017, a pasta já contava com nada menos do que 72.230 vagas em aberto somente para PEB I. De um quadro total de 187156 postos, apenas 114926 estavam preenchidos, na ocasião .

• APOSTILA CONCURSO SEE SP 2018 - PEB II

O concurso autorizado é para o preenchimento de 15 mil vagas efetivas de PEB II, o que corresponde ao total que solicitado em um pedido de autorização encaminhado em maio de 2018 para a Secretaria Estadual de Gestão Pública (SGP/SP), no sentido de substituir profissionais contratados em caráter temporário.  

De acordo com o pedido encaminhado pelo órgão do total de postos efetivos, 10.230 visam a ampliação da rede de ensino e 4.770 para reposição de servidores. O pedido também prevê a nomeação dos aprovados a partir de agosto de 2019, condição que agora pode ser comprometida pelo novo decreto de Doria.

A solicitação também inclui 12.500 mil vagas para temporários em 2019, que ainda dependem de aval do governador. Neste caso,  são para eventuais necessidades que forem surgindo durante todo o ano, independente da realização do concurso para professor efetivo.

Os interessados em participar do concurso para professor devem possuir formação de nível superior, com licenciatura na respectiva área de atuação. A remuneração básica inicial da carreira é de R$ 1.938,75, com jornada de 30 horas semanais. De acordo com o plano de carreiras, a remuneração de um professor veterano chega a R$ 3.899,94.

Professor PEB II - Temporários


Vale lembrar que, além do concurso, o órgão também aguarda autorização governamental de mais 12.500 postos de professor PEB II temporários no decorrer do próximo ano, pedido que também pode ser atendido nos próximos meses, o que garante a expectativa de preencher até 27.500 vagas de professor até meados de 2019.

Professor PEB II - Último Concurso

 Os concursos para o magistério costumam ser bastante disputados, tendo em vista que a última seleção para professor PEB II, considerada uma das maiores já realizadas pelo estado, registrou nada menos do que 322.700 inscritos para a generosa oferta inicial de 59 mil oportunidades. A seleção de 2013 contou com oportunidades de professor em todas as diretorias de ensino do estado, nas disciplinas de artes, biologia, ciências físicas e biológicas, educação física, filosofia, geografia, história, língua inglesa, língua portuguesa, língua espanhola, matemática, química, sociologia e educação especial. A banca organizadora foi a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e os participantes foram submetidos a provas objetivas e dissertativas, abordando questões de conhecimentos pedagógicos e disciplinas específicas. Para a pontuação final também foram considerados títulos, com caráter apenas classificatório. 
A parte objetiva contou com 80 questões, com temas sobre a formação básica do professor, comum a todas as disciplinas, e a formação específica, variando de acordo com a área. Já a parte dissertativa foi composta de duas questões, versando sobre conteúdo indicado na Resolução SE 52, de 2013. 

 

 

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