Conheça técnicas para chutes em provas de concurso

Chutar uma alternativa não é apenas uma questão de sorte, existem técnicas que dão mais consciência ao ato, tornando-o menos aleatório. Saiba mais aqui

Patricia Lavezzo
Publicado em 19/06/2017, às 09h14

Muitos candidatos já devem ter pensado que chutar em uma prova de concurso público é para quem não estuda e quer passar com facilidade. Realmente, algumas pessoas chutam de qualquer jeito, sendo aí uma questão só de sorte. Mas, também existem técnicas de chutes que auxiliarão o concurseiro na escolha da alternativa correta. 
O ideal é saber tudo, mas como isso raramente acontece, surge o espaço para o chamado “chute”. Segundo o juiz federal, professor universitário, palestrante e autor, William Douglas, existem técnicas que dão mais consciência ao ato, tornando-o menos aleatório. “Importante destacar que o certo é estudar com afinco para que não seja necessário chutar e que nem sempre as técnicas de chute indicarão a resposta correta, trata-se apenas de uma forma de não deixar totalmente nas mãos do acaso. Nessas horas utiliza-se a lógica e o chamado ‘conhecimento residual’, que pode ajudar a achar a resposta certa. O chute ‘consciente’ irá aumentar muito as chances de o candidato acertar.”
Existem diversas técnicas de chutes que William lista em sua obra “Como Passar em Provas e Concursos” e que são boas alternativas para quem se vê no cenário de ter de arriscar uma resposta. Aqui ele cita duas das mais relevantes:
1ª - Técnica da semelhança - consiste no fato de que se duas alternativas são muito semelhantes, a chance de conterem a resposta correta é maior. O examinador busca confundir o candidato, colocando as duas alternativas parecidas. 
2ª - Eliminação de alternativas absurdas - duas ou três hipóteses costumam ser absurdas e ao eliminá-las sua chance de acertar a alternativa correta aumenta consideravelmente. Se algo não parece correto, soa mal ou dá aquela sensação de que algo está esquisito, a tendência é que tal alternativa esteja, de fato, errada.
Lembrando que o chute só deve ser dado na hora certa. “O candidato primeiro deve fazer todas as questões que sabe, marcá-las com atenção no cartão respostas e só depois deve ‘garimpar’ as questões que não sabe, aplicando seu raciocínio e as técnicas”, comenta.
William explica que o chute é uma forma de raciocínio que envolve o chamado “educatedguess”, que é algo estudado por quem se dedica à pesquisa de como resolver problemas. “Na condição de professor de concursos, devo ensinar ao candidato como chutar com consciência. Eu sei que esse exercício tem fundamento na matemática, na estatística e na lógica, matérias acadêmicas cujo aprofundamento seria perda de tempo para o aluno de concursos, desta parte teórica de “conhecimento residual”, “heurística”, “Teoria de Resposta ao Item”, “educatedguess”. Me baseio nesses conceitos, mas acho que seria uma maldade com o aluno, pois ele já tem muito o que estudar, família, pressão, dívidas etc.”
O fato é: quanto mais a pessoa estudar, menos precisará chutar, até porque ninguém é aprovado só com chutes. Para William, estudar com afinco, dedicação e técnica é a melhor maneira de conquistar a aprovação. O chute é a exceção e pode ser feito com inteligência.
Técnicas para um “chute” consciente
“Tudo o que fazemos na vida tem uma parcela de imponderável. Sorte e azar ocorrem rotineiramente em nosso dia a dia e podem ser expressos na hora da prova por uma dezena de fatores que não necessariamente estão relacionadas ao estudo diretamente. Sorte pode ser a matéria que você está mais confiante, a que se identificou mais, a que ‘está na ponta da língua’, ser a mais exigida. Azar pode ser sofrer um acidente um dia antes da prova. No geral, vale a máxima: quanto mais estudo, mais sorte tenho”, conclui. 

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