Exame da Ordem

“Todo estudante de Direito que pretenda advogar um dia se confrontará com o Exame de Ordem.”...

Redação
Publicado em 08/01/2010, às 15h37

“Todo estudante de Direito que pretenda advogar um dia se confrontará com o Exame de Ordem.” E isso ocorre num momento-chave da vida, quando o egresso da faculdade define seu futuro profissional. É inevitável, por isso, que o exame seja alvo de críticas, ao menos até que o estudante seja aprovado e deixe esse obstáculo para trás.

O Exame é vital para a advocacia e um instrumento importante na defesa da cidadania. A sólida formação acadêmica e ética do advogado é fundamental para superar o injusto estigma de profissional ambicioso e sem escrúpulos.

Quanto mais habilitados os advogados, maior a percepção da sociedade quanto ao seu valor. Quanto mais conhecerem o Direito, mais facilidades terão de cooperar para atingir os objetivos do cliente, melhores ferramentas terão para opor-se a uma injustiça, a um abuso ou violência perpetrada.

Muito já se falou sobre instituições de ensino que admitem alunos sem aferir a consistência de seu aprendizado nos ensinos Fundamental e Médio - e aí reside parte substancial do problema. Em 1993, eram 165 cursos jurídicos no Brasil. Hoje, são 1.080. Esses números poderiam significar universalização, mas, infelizmente, observadas as médias de aprovação no Exame, indicam a disseminação de matadouros de sonhos.

A responsabilidade da Ordem dos Advogados está na identificação dos aptos a iniciar suas carreiras com um mínimo conteúdo necessário para enfrentar as dificuldades de seus clientes. O Exame não é insuperável. Longe disso, ajuda a fortalecer a categoria. “A prova é que cerca de sete mil novos advogados ingressam no mercado do Rio de Janeiro a cada ano.”

Wadih Damous – Presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado do Rio de Janeiro (OAB-RJ)

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