Auxílio Emergencial: Guedes afirma que benefício viria apenas com calamidade pública

O ministro Paulo Guedes defende que a extensão do auxílio emergencial deve ser feita apenas dentro do limite do teto de gastos e beneficiaria apenas metade de quem recebeu anteriormente

Redação
Publicado em 05/02/2021, às 08h59

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Divulgação/Ministério da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a extensão do auxílio emergencial deve ser realizada apenas se ele estiver dentro do orçamento e ser acionada se o decreto de calamidade pública for editado novamente. Guedes se reuniu ontem (04) à noite com o novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

De acordo com o ministro, a extensão do auxílio seria mais “focalizada” e atenderia 32 milhões de brasileiros, pouco menos da metade dos 67,9 milhões de pessoas que receberam o benefício em 2020.

Para chegar à estimativa de 32 milhões de pessoas, Guedes explicou que uma nova versão do auxílio emergencial não abrangeria os inscritos no Bolsa Família e se concentraria apenas na população não atendida por nenhum programa social. O ministro ressaltou que a recriação do auxílio deverá ter previsões de recursos no orçamento, com o remanejamento de outras despesas e com a ativação do estado de calamidade.

“É possível. Nós temos como orçamentar isso, desde que seja dentro de um novo marco fiscal. Se o Congresso aciona o estado de calamidade, temos condição de reagir rapidamente. Mas é muito importante que seja dentro de um quadro de recuperação das finanças. Estamos preparados para fazer as coisas dentro das proporções”, declarou Guedes.

Ao lado de Guedes na saída da reunião, Pacheco disse que foi ao Ministério da Economia expressar “formalmente” à equipe econômica a preocupação dos parlamentares com o fim do auxílio emergencial. “A pandemia continua, e agora eu vim ao ministro da Economia externar o que é uma preocupação do Congresso Nacional”, disse.

Ao comentar que a retomada do auxílio emergencial é importante, Pacheco disse ter se antecipado à reunião do colégio de líderes, ao discutir a questão com Guedes. O senador, no entanto, ressaltou que a recriação do benefício deve ser discutida observando as regras fiscais. “Obviamente com cautela, com prudência, com observância de critérios, para evitar que as coisas piorem”, afirmou.

Auxílio Emergencial x Reformas

As negociações para a extensão do auxílio emergencial já iniciaram com eleição dos novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco. A extensão do benefício é uma das metas dos parlamentares. A jornalista do UOL, Thaís Oyama, relatou que o Guedes autorizaria o auxílio emergencial, caso o Congresso agilize os processos burocráticos para as reformas administrativa e tributária.

*trechos com reprodução da Agência Brasil

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