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Banco Central mantém taxa de juros em 13,75% e sinaliza possível aumento

Banco Central destaca necessidade de "paciência e serenidade" na condução da política monetária. Esta é a sexta vez seguida em que o comitê se reúne e decide pela manutenção da taxa

Esta é a sexta vez seguida em que o comitê se reúne e decide pela manutenção da taxa Selic
Esta é a sexta vez seguida em que o comitê se reúne e decide pela manutenção da taxa Selic - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 03/05/2023, às 21h22

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (03) manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, o mesmo patamar adotado desde agosto de 2022. A decisão ocorre em meio a críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do governo ao atual nível da taxa de juros.

Em comunicado divulgado após o encontro, o comitê avalia que a situação econômica do país requer "paciência e serenidade na condução da política monetária". O Copom ressalta ainda que poderá voltar a aumentar a Selic em outro momento, caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.

Mas, desta vez, o próprio Copom reconhece que este é um "cenário menos provável". A Selic é a taxa básica de juros da economia, que influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras. O governo Lula tem pressionado o Banco Central a reduzir a taxa de juros, acreditando que o atual patamar da Selic inibe o crescimento da economia.

Durante o evento com as centrais sindicais em celebração ao Dia do Trabalho, o presidente Lula associou o nível da Selic ao desemprego e disse que a taxa de juros é parcialmente "responsável" pela situação do país. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também defendeu que o BC iniciasse o processo de corte dos juros nesta semana.

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Esta é a sexta vez seguida em que o comitê se reúne e decide pela manutenção da taxa Selic 

No entanto, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defende que o Copom atua de forma técnica para buscar o atingimento das metas de inflação. Desde 2021, o Banco Central possui autonomia operacional para definir a política monetária visando controlar a inflação.

Para 2023, a meta de inflação foi fixada em 3,25%, sendo considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. Já a meta de inflação do próximo ano é de 3%, considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

A manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano já era esperada pelo mercado, e esta é a sexta vez seguida em que o comitê se reúne e decide pela manutenção da taxa. O Copom se reúne a cada 45 dias para definir a taxa básica de juros da economia. Esta é a terceira reunião do grupo durante o governo Lula.

O comitê avaliou que a conjuntura econômica do país demanda paciência e serenidade na condução da política monetária, o que sugere que o Banco Central deve continuar a observar a evolução da inflação antes de decidir pela redução da Selic. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 20 e 21 de junho.

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