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Confiança do consumidor cai mais de 3 pontos no mês de março, diz FGV

A confiança do consumidor recuou, explica o FGV-Ibre, devido a inflação, lenta recuperação do mercado de trabalho e endividamento das famílias

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 25/03/2022, às 12h27

Comércio popular na rua
Comércio popular na rua - Agência Brasil
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Com os dados macroeconômicos cada vez mais desafiadores, como inflação e taxa de juros mais altas, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 3,1 pontos da passagem de fevereiro para março. Com este resultado, o indicador chegou a 74,8 pontos, em uma escala de 0 a 200.

Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre)

A coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt, relata que a confiança dos consumidores voltou a cair em março, após o índice crescer em fevereiro. Isso pode ser explicado com a piora das avaliações sobre a situação atual e das expectativas em relação aos próximos meses. 

“A insatisfação dos consumidores sobre a situação financeira familiar atinge o menor desde abril de 2016 influenciado pela inflação, lenta recuperação do mercado de trabalho e endividamento das famílias, principalmente das famílias com menor poder aquisitivo. Diante das perspectivas negativas sobre a economia, consumidores voltam a ficar cautelosos e diminuem seu ímpeto de compras nos próximos meses”, afirma Bittencourt.

Em março, a queda do ICC foi influenciada tanto pela piora das avaliações sobre a situação atual quanto das expectativas para os próximos meses. Após duas altas consecutivas, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu novamente.

Em março perdeu 2,6 pontos, atingindo 65,3 pontos, o menor nível desde abril de 2021 (64,5 pontos).  O Índice de Expectativas (IE) caiu 3,2 pontos, para 82,5 pontos, retornando ao patamar próximo ao observado em outubro de 2021 (82,4 pontos).

O indicador que mede a satisfação sobre a situação financeira atual das famílias caiu 5,2 pontos, para 56,9 pontos, menor nível desde abril de 2016 (56,8 pontos). As avaliações sobre a situação econômica no momento se mantiveram estáveis com indicador variando 0,1 ponto para 74,4 pontos.

Entre os quesitos que compõem o ICC, o indicador que mede a percepção sobre a situação econômica futura foi o que mais influenciou a queda da confiança no mês ao cair 7,5 pontos para 93,3 pontos, menor nível desde março de 2021 (92,5 pontos). 

Houve melhora pelo segundo mês das perspectivas sobre as finanças familiares, com aumento de 4,0 pontos no indicador para 89,7 pontos. Contudo, isso não foi suficiente para sustentar a recuperação da intenção de compras de bens duráveis, que voltou a cair em março após ter avançado 12,1 pontos em fevereiro. O indicador recuou 5,6 pontos para 66,8 pontos.

A análise por faixa de renda revela piora da confiança para todos os consumidores, com destaque para os que tem poder aquisitivo entre R$ 4.800,01 até R$ 9.600,00, cujo ICC caiu 6,7 pontos, para 78,0 pontos, menor valor desde maio de 2021 (72,1 pontos). 

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