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Custo de Vida sob controle? Alimentos e bebidas seguram inflação, aponta Ipea

Dados do Ipea divulgados nesta quinta-feira (14) aponta para menor inflação entre as famílias mais pobres em agosto impulsionada por alimentos e bebidas

Mulher escoelhe produtos em corredor de supermercado
Mulher escoelhe produtos em corredor de supermercado - Agência Brasil
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 14/09/2023, às 17h45

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O preço do grupo de alimentos e bebidas no mês de agosto foi crucial para segurar a inflação para as famílias mais pobres em comparação às de rendas médias e altas, é o que revela o levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quinta-feira (14). 

A inflação impactou diferenciadamente as famílias com renda domiciliar muito baixa, aquelas com ganhos inferiores a R$ 2.015, registrando um aumento de apenas 0,13%. Esse valor se encontra abaixo da taxa de inflação oficial do país, que é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qual atingiu 0,23%.

Por outro lado, as famílias de renda média alta, com faixa de rendimentos entre R$ 10.075 e R$ 20.151, enfrentaram uma inflação mais acentuada em agosto, totalizando 0,32%. Esses números destacam as disparidades no impacto da inflação sobre diferentes grupos de renda no Brasil.

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Deflação registrada em agosto

Conforme destacado pela pesquisadora Maria Andreia Lameiras, ouvida pela Agência Brasil, o mês de agosto testemunhou um alívio na inflação, principalmente devido às deflações em alimentos e bebidas, ou seja, a queda de preços nesses produtos. 

Os principais itens que apresentaram reduções significativas foram tubérculos (-7,3%), carnes (-1,9%), aves e ovos (-2,6%) e leites e derivados (-1,4%). Para as famílias de menor renda, que dedicam uma parte substancial de seus orçamentos à alimentação, essa deflação representou uma significativa economia financeira.

No entanto, a situação diferiu quando se tratou do aumento de 4,6% nas tarifas de energia elétrica, que teve um impacto considerável, especialmente nos segmentos de menor poder aquisitivo. 

Isso ocorre porque essas classes direcionam uma proporção maior de seus orçamentos para custear esse serviço, tornando o aumento das tarifas uma preocupação mais acentuada para eles.

Ao analisar o cenário dos últimos 12 meses, observa-se uma tendência consistente na qual a inflação afeta mais as famílias de maior renda domiciliar. Enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apresenta um aumento de 4,61%, as famílias de menor poder aquisitivo enfrentam um aumento de preços menor, de 3,70%. Isso também é evidente nas categorias de renda baixa (4,04%) e renda média baixa (4,49%), que permanecem abaixo do IPCA.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) classifica a renda baixa entre R$ 2.015 e R$ 3.022, enquanto a renda média baixa abrange de R$ 3.022 a R$ 5.037. Em contraste, as famílias brasileiras com renda domiciliar alta (acima de R$ 20.151) enfrentaram a maior inflação nos últimos doze meses, atingindo 5,89%.

A pesquisadora do Ipea ressalta que a maior pressão inflacionária nos últimos doze meses está relacionada ao grupo de saúde e cuidados pessoais, impulsionado por aumentos de 5,9% nos produtos farmacêuticos, 10,2% nos artigos de higiene e 13,7% nos planos de saúde. Esses aumentos de custos têm um impacto significativo nas despesas das famílias de renda mais alta.

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