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Dia dos Povos Indígenas: população originária cresceu 84%, segundo parcial do Censo

Hoje não é o Dia do Índio, sabia? Isso mesmo. Nesta quarta-feira, 19 de abril, é celebrado o Dia dos Povos Indígenas. Saiba quais outras expressões tirar do vocabulário

Povo indígena
Povo indígena - Divulgação
Mylena Lira

Mylena Lira

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 19/04/2023, às 16h31

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Hoje não é o Dia do Índio, sabia? Isso mesmo. Nesta quarta-feira, 19 de abril, é celebrado o Dia dos Povos Indígenas. A mudança do termo ocorreu no ano passado, a partir da Lei 14.402/22, pois o anterior é considerado preconceituoso contra os povos originários. Diversas outras expressões também colocam os povos indígenas em um lugar pejorativo e devem ser retirados do vocabulário.

Em 1500, os portugueses que aqui chegaram acreditavam ter chegado às Índias. Por isso, deram nome de índios aos que aqui já viviam. Entretanto, o termo correto é indígena, que significa, no latim, natural do lugar em que vive. Estima-se se existiam cerca de 5 milhões de povos originários quando os portugueses chegaram no Brasil. 

Hoje, porém, segundo o IBGE, de acordo com o resultado parcial do Censo 2022, o país tem um pouco mais de 1,6 milhão de pessoas que se autodeclararam indígenas. Apesar da redução drástica em comparação com 1500, fruto do extermínio provocado pelos colonizadores europeus, que também escravizaram e violentaram o povo originário, além de forçar uma mudança de cultura e a catequização, essa população aumentou em relação ao último Censo, de 2010 - quando existiam quase 900 mil indígenas.

Expressões preconceituosas

A existência dos povos indígenas é atravessada por séculos de violência. Para Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a violência persiste em forma de racismo, como resquício da colonização portuguesa. Ele explica que o preconceito acaba sendo reforçado com estereótipos que ainda persistem em comemorações e nos livros escolares.

Por isso, neste Dia dos Povos Indígenas, o JC lista alguns termos e expressões que não devem ser utilizados porque reforçam o preconceito. Confira:

  • "Fala igual índio" - a expressão "fala igual índio" é considerada pejorativa e pode ser ofensiva. Ela é baseada em estereótipos e preconceitos raciais, perpetuando uma visão errônea e discriminatória dos povos indígenas como sendo primitivos, inferiores ou incapazes. É importante lembrar que cada cultura e cada povo tem sua própria língua e formas de comunicação, e a diversidade linguística e cultural dos povos indígenas é um patrimônio importante que deve ser respeitado e valorizado;
  • "Programa de índio" - é uma expressão idiomática que é usada no Brasil para se referir a uma situação que é ruim, caótica, confusa, desorganizada ou mal gerenciada. O uso dessa expressão pode ser considerado inadequado e até mesmo ofensivo, uma vez que perpetua estereótipos negativos em relação aos povos indígenas. Ela pode ser interpretada como uma forma de desvalorizar ou menosprezar a cultura ou a inteligência dos povos indígenas, o que é inapropriado e reforça o preconceito;
  • "Cabelo de índio" - o termo pode ser considerado pejorativo e carregar conotação discriminatória. Essa expressão é baseada em estereótipos raciais e pode ser ofensiva, uma vez que é usada para se referir a cabelos que são considerados "diferentes" ou a um corte que se entende como sendo dos povos indígenas, que não se encaixam em um padrão socialmente aceito de cabelo liso ou ondulado. É importante lembrar que muitas mulheres indígenas foram estupradas no processo se colonização e houve a miscigenação, não existindo um único padrão étnico entre os povos originários;

  • "Índio preguiçoso" - Essa expressão é usada para inferir que os povos indígenas não gostariam de trabalhar, o que não é verdade. Logo, a expressão é um estereótipo preconceituoso que não reflete a realidade dos povos indígenas, que têm uma rica cultura, história e contribuições para a sociedade.

Diversidade de povos indígenas

O Brasil é um país com uma rica diversidade cultural, incluindo a presença de inúmeras comunidades indígenas que habitam diversas regiões do país. Algumas das mais conhecidas e presentes no Brasil incluem:

Yanomami: Localizada na região da Amazônia, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, os Yanomami são uma das maiores tribos indígenas isoladas do Brasil. Eles são conhecidos por sua cultura única, com práticas de caça, pesca, agricultura e rituais tradicionais.

Guarani: Os Guarani são uma das maiores etnias indígenas do Brasil, com uma presença significativa em várias regiões, incluindo a região sul e sudeste do Brasil, bem como alguns estados do Nordeste. Eles têm uma rica cultura, com tradições musicais, cerimônias rituais e sistemas de organização social complexos.

Tikuna: Os Tikuna são uma das maiores etnias indígenas do Brasil, com uma população significativa na região do Alto Solimões, na Amazônia. Eles têm uma rica cultura, com práticas de pesca, agricultura, cerâmica e rituais tradicionais.

Pataxó: Os Pataxó são uma etnia indígena que habita a região do sul da Bahia, bem como algumas áreas do Espírito Santo e de Minas Gerais. Eles têm uma cultura rica, com práticas de agricultura, artesanato e rituais tradicionais.

Kaingang: Os Kaingang são uma etnia indígena que habita principalmente a região sul do Brasil, em estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Eles têm uma cultura rica, com práticas de caça, pesca, agricultura, artesanato e rituais tradicionais.

Xavante: Os Xavante são uma etnia indígena que habita principalmente a região do Mato Grosso. Eles têm uma cultura rica, com práticas de agricultura, artesanato, cerâmica e rituais tradicionais.

Kamayurá: Os Kamayurá são uma etnia indígena que vive na região do Alto Xingu, no Mato Grosso. Eles são conhecidos por sua rica cultura, com práticas de agricultura, pesca, cerâmica e rituais tradicionais.

Terena: Os Terena são uma etnia indígena que habita principalmente a região do Pantanal, em Mato Grosso do Sul. Eles têm uma cultura rica, com práticas de agricultura, artesanato, cerâmica e rituais tradicionais.

Karajá: Os Karajá são uma etnia indígena que vive na região do Rio Araguaia, no estado de Tocantins. Eles têm uma cultura rica, com práticas de pesca, agricultura, artesanato e rituais tradicionais.

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