Doria promete privatizar Banco do Brasil e Petrobras se for eleito presidente

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), destaca que a privatização do Banco do Brasil e Petrobras é uma agenda própria e não do PSDB

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 25/10/2021, às 13h59 - Atualizado às 15h58

Doria promete privatizar Banco do Brasil e Petrobras
Doria promete privatizar Banco do Brasil e Petrobras - Divulgação governo do estado de São Paulo

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que pretende privatizar o Banco do Brasil e a Petrobras, caso ele seja eleito presidente da república em 2022. Doria é candidato nas prévias do PSDB e disputa a vaga de candidatura com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Ele fez essa promessa em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

“Sou a favor da privatização, não para fazer do monopólio público um monopólio privado, e sim uma modelagem que permita à Petrobras ser dividida em várias empresas e ser colocada em leilão internacional na Bolsa de Valores do Brasil. É o mesmo modelo que os Estados Unidos seguiram”, argumenta.

Doria entende que é necessário criar um fundo regulatório para equilibrar o preço dos combustíveis e gás em caso de aumentos no mercado internacional. Em setembro, o governador paulista já tinha relatado que faria a privatização da Petrobras caso ganhe as próximas eleições presidenciais. 

“Além de uma empresa dividida, defendo a obrigatoriedade da formação de um fundo regulador. Quando houver aumento do petróleo nas cotações do mercado internacional, esse fundo regulador impedirá que o aumento se reflita imediatamente no preço do combustível e do gás”, explica Doria. 

Ele ainda defende a privatização do Banco do Brasil, embora aponte que isso não é um projeto do PSDB, mas uma agenda presidencial própria. 

“Se eu vencer, o Banco do Brasil será privatizado. Tem bons profissionais e boa estrutura. Mas não há necessidade de termos dois bancos [Caixa e BB]. Já o BNDES, não. Pode ser readequado, para que cumpra efetivamente o papel de banco de desenvolvimento econômico e social, principalmente, das micros, pequenas e médias empresas. E que ele passe a ser um regulador”, finaliza o governador de São Paulo. 

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